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Atentado em Istambul

Turquia detém mulher síria suspeita do atentado que matou seis pessoas em Istambul

14 nov, 2022 - 10:46 • Joana Azevedo Viana

Polícia turca diz que a mulher confessou ter plantado a bomba que, no domingo, explodiu numa das principais avenidas de Istambul, causando seis mortos e mais de 80 feridos. Ministro do Interior rejeita condolências dos EUA.

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A polícia da Turquia anunciou esta segunda-feira que uma mulher síria com alegadas ligações a militantes curdos confessou ter plantado o engenho explosivo que, no domingo, causou seis mortos e dezenas de feridos numa das ruas mais movimentadas de Istambul, a Istiklal, que conduz à famosa praça Taksim.

"Há pouco, uma pessoa que plantou a bomba foi detida pelo Departamento da Polícia de Istambul", adiantou o ministro turco do Interior, Suleyman Soylu. A suspeita foi entretanto identificada pela polícia como sendo Ahlam Albashir.

Outras 46 pessoas foram detidas desde ontem para interrogatório, adiantou a polícia de Istambul em comunicado.

A explosão de domingo veio reavivar os fantasmas da insegurança e do terrorismo numa cidade que, entre 2015 e 2017, foi palco de vários atentados, alguns levdos a cabo pelo autoproclamado Estado Islâmico, outros por militantes curdos que buscam mais autonomia ou independência da Turquia.

A polícia diz que a suspeita confessou durante o seu interrogatório que foi treinada como "agente especial de informação" pelo ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), bem como pelo grupo curdo-sírio Partido da União Democrático e o seu braço armado. Albashir relatou ainda que entrou ilegalmente na Turquia através da fronteira com a cidade síria de Afrin.

Se não tivesse sido detida, a suspeita teria conseguido fugir para a Grécia, adiantou o ministro do Interior, assegurando que o ataque terá uma resposta à altura.

"Sabemos a mensagem que os responsáveis por esta ação querem enviar-nos. Recebemos a mensagem. Não se preocupam, iremos responder com força."

Esta manhã, Suleyman Soylu também apontou o dedo aos EUA pelo seu apoio a grupos curdos, nomeadamente no contexto da guerra na Síria, dizendo que a mensagem de condolências da Casa Branca equivale a "um assassino que é o primeiro a chegar à cena do crime".

Na sua mensagem de condolências, a administração de Joe Biden disse condenar fortemente o "ato de violência" em Istambul, adiantando que os EUA "estão lado a lado com o aliado da NATO no combate ao terrorismo".

Ainda segundo Soylu, ao todo foram hospitalizadas 81 pessoas na sequência do atentado, sendo que 50 delas já tiveram alta. Cinco dos feridos estão internados nos cuidados intensivos, dois deles em estado muito grave. Os seis mortos na explosão pertenciam a três famílias distintas e entre eles contavam-se duas crianças, uma de 9 e outra de 15 anos.

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