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Príncipe André chega a acordo em caso de abusos sexuais

15 fev, 2022 - 16:32 • Ricardo Vieira, com agências

Virginia Giuffre processou o duque de York por alegados abusos sexuais que sofreu, em três ocasiões, quando tinha 17 anos de idade.

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O príncipe André chegou a um acordo com Virginia Giuffre num processo civil de abusos sexuais a decorrer nos tribunais dos Estados Unidos.

O filho da rainha Isabel II de Inglaterra terá de pagar uma indemnização à advogada norte-americana. O valor da compensação não é conhecido.

Virginia Giuffre processou o duque de York por alegados abusos sexuais que sofreu, em três ocasiões, quando tinha 17 anos de idade.

O príncipe André negou sempre as acusações, mas aceitou agora pagar uma indemnização para encerrar o caso na justiça norte-americana.

Um documento entregue esta terça-feira em tribunal refere que o monarca britânico e a advogada chegaram a um acordo extrajudicial.

O acordo refere que o Príncipe André vai fazer "um donativo substancial" a uma organização de solidariedade escolhida por Virginia Giuffre.

A mulher foi uma das alegadas vítimas de Jeffrey Epstein, empresário acusado de abuso sexual nos Estados Unidos e que acabou por morrer na prisão.

Virginia Giuffre afirmou, em agosto do ano passado, que o processo foi movido para provar que foi traficada e abusada sexualmente pelo membro da família real britânica.

“Estou a responsabilizar o príncipe André pelo que fez comigo. Os poderosos e ricos não estão isentos de serem responsabilizados pelas suas ações. Espero que outras vítimas vejam que é possível não viver em silêncio e medo e recuperar a própria vida exigindo justiça”, destacou.

“Não tomei esta decisão de forma leve. Como mãe e esposa, a minha família vem em primeiro lugar, sei que esta ação me sujeitará a mais ataques do príncipe André, mas se não o fizesse estaria a dececionar todas as vítimas”, acrescentou.

O segundo filho da Rainha Isabel II defendeu-se durante uma entrevista na BBC, no final de 2019, rejeitando qualquer comportamento impróprio, mas acabou por demitir-se das suas funções oficiais e afastar-se da vida pública.

Príncipe André referiu “não ter memória” de a ter conhecido e sublinhou que “havia uma série de coisas erradas” no testemunho de Giuffre no alegado encontro em 2001.

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