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"Comboio da Liberdade"

Ponte entre Canadá e EUA ainda bloqueada. Detenções continuam

13 fev, 2022 - 14:13 • Sofia Freitas Moreira com Reuters

Apesar de uma ordem judicial para pôr fim à ocupação e a um estado de emergência imposto pela província de Ontário, a polícia não conseguiu dispersar a multidão e retomar o tráfego transfronteiriço. Os protestos do "Freedom Convoy" começaram na capital, Otava, à mão de camionistas canadianos, que se opõem à obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19.

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As autoridades canadianas continuam, neste domingo, a prender manifestantes do movimento “Comboio da Liberdade”. O grupo protesta contra a vacinação obrigatória contra a Covid-19 para passar a fronteira para os Estados Unidos e as restrições impostas no âmbito da pandemia. Há seis dias que bloqueiam uma rota comercial chave ao longo da fronteira com os EUA.

No sábado, o dia ficou marcado por um tenso impasse entre a polícia canadiana e os manifestantes, uma vez que a ordem judicial e as ameaças de prisão não conseguiram pôr fim ao bloqueio da Ponte do Embaixador em Windsor, no Ontário, que entrou no seu sexto dia este domingo.

"As ações de controlo continuam na zona da manifestação, com detenções em curso. Veículos estão a ser rebocados. Por favor continuem a evitar a área", anunciou a polícia de Windsor num tweet, este domingo de manhã, sem dar mais pormenores sobre quantas pessoas teriam sido detidas.

No final de sábado, a polícia de Windsor prendeu um homem de 27 anos de idade por uma infração penal relacionada com a manifestação. Foi a primeira detenção desde que o cerco da ponte começou, na segunda-feira.

O Presidente dos EUA, Joe Biden, pediu ao primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, que usasse os poderes federais para pôr fim ao bloqueio da Ponte do Embaixador, o posto fronteiriço terrestre mais movimentado da América do Norte. Desde segunda-feira que os manifestantes bloqueiam o tráfego em ambos os sentidos, em camiões, carros e carrinhas, limitando a cadeia de abastecimento dos fabricantes de automóveis de Detroit.

Paris. Polícia dispara gás lacrimogéneo contra “Comboio da Liberdade”
Paris. Polícia dispara gás lacrimogéneo contra “Comboio da Liberdade”

Rota bloqueada transporta 25% do comércio entre os países

Apesar de uma ordem judicial para pôr fim à ocupação e a um estado de emergência imposto pela província de Ontário, a polícia não conseguiu dispersar a multidão e retomar o tráfego transfronteiriço.

"Ainda tenho muita esperança de que a polícia possa tentar chegar a esta gente de uma forma razoável e fazê-los compreender que é altura de seguir em frente", disse o presidente da Câmara de Windsor, Drew Dilkens, à CBC News.

A ponte transporta 25% do valor de todo o comércio de mercadorias entre os EUA e o Canadá.

Barricadas de betão foram montadas em frente à polícia perto da ponte para evitar que os manifestantes reclamem qualquer terreno.

Os protestos do "Freedom Convoy" – “Comboio da Liberdade” –, iniciados na capital Otava por camionistas canadianos que se opunham a um mandato de vacinação para motoristas transfronteiriços, entraram no seu 17º dia de protesto este domingo. O movimento acabou por convergir num protesto contra limitações mais amplas da Covid-19, com pessoas a juntarem-se em carros, camionetas e veículos agrícolas.

Os protestos irromperam em várias cidades do Canadá no sábado, com cerca de 4.000 pessoas no centro de Otava. A capital financeira Toronto tinha cerca de 1.000 manifestantes, embora a polícia tivesse fechado as principais vias de acesso ao distrito comercial central.

A polícia canadiana disse que os protestos foram parcialmente financiados por apoiantes norte-americanos e o Governo acabou por congelar os fundos doados através de uma plataforma norte-americana GiveSendGo, na quinta-feira.

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