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Enfermeiro testa positivo à Covid-19 após tomar vacina. Especialista fala em "cenário expectável"

30 dez, 2020 - 11:29 • Reuters

Caso aconteceu nos Estados Unidos. O profissional de saúde tomou a primeira dose que os especialistas dizem conferir apenas 50% de imunização em relação ao novo coronavírus.

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Um enfermeiro de 45 anos, residente na Califórnia, Estados Unidos, testou positivo para Covid-19 mais de uma semana após receber a primeira dose da vacina contra o coronavírus da Pfizer, noticiou uma afiliada da ABC News citada pela agência Reuters.

Christian Ramers, um especialista em doenças infecciosas do Family Health Centers de San Diego, afirmou que este cenário não era inesperado.
“Sabemos, a partir dos ensaios clínicos da vacina, que demora cerca de 10 a 14 dias para que cada um comece a desenvolver a proteção contra a doença”, disse Ramers.
“Acreditamos que a primeira dose nos dá algo em torno de 50% de imunização e é preciso uma segunda dose para chegar aos 95%”, acrescentou.

Matthew W., enfermeiro em dois hospitais locais diferentes, disse numa publicação no Facebook, em 18 de dezembro, que tinha recebido a vacina da Pfizer, e que ficou com dores no braço durante um dia, mas que não havia sofrido nenhum outro efeito colateral.

Seis dias depois, na véspera de Natal, este profissional de saúde ficou doente após ternminar um turno numa unidade de Covid-19. Sentiu calafrios e mais tarde começou a ter dores musculares e fadiga.

Matthew deslocou-se a um local de teste no hospital, onde testou positivo para Covid-19 no dia seguinte ao Natal.

Como funcionam as vacinas e como nos protegem do novo coronavírus?
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Os Estados Unidos registaram 3.223 mortos e 245.500 infetados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

O país contabiliza agora 19.526.228 casos e 337.918 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia.

O estado de Nova Iorque continua a ser o mais duramente atingido pela pandemia com 37.677 mortes, seguindo-se o Texas com 27.584.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos e também com mais casos de infeção confirmados.

Os reguladores britânicos aprovaram esta quarta-feira a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela empresa farmacêutica AstraZeneca.

Esta é a segunda vacina a entrar no programa de imunização contra o novo coronavírus, iniciado em 8 de dezembro no Reino Unido.

Comentários
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  • Ivo Pestana
    30 dez, 2020 Madeira 22:24
    Nada de novo! O que li sobre a vacinação foi que após a segunda dose, durante pelo menos dois meses seria necessário muitas cautelas. Eu já sou vacinado a uns treze anos, contra a gripe sazonal e tenho que estar quinze dias com muitas cautelas, após levar a vacina. Assim evito a mesma. Tudo tem regras e este enfermeiro, ainda só apanhou a primeira dose, logo não tem imunidade suficiente. Cuidem-se!

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