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Alta dos combustíveis. "Governo não está a cumprir a promessa"

15 set, 2023 - 20:48 • Fátima Casanova

Anarec faz as contas. O preço de venda do combustível em Portugal continental é 25 a 30 cêntimos mais elevado em relação a Espanha. Já em comparação com a Madeira a diferença é maior: “40 cêntimos por litro no gasóleo e 20 cêntimos na gasolina”.

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O Governo "não está a cumprir a promessa" de travar a escalada do preço dos combustíveis, acusa a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec), antes de mais uma semana de subida do gasóleo e da gasolina.

Com mais um aumento no preço dos combustíveis à vista, os revendedores pedem ao executivo para baixar a carga fiscal. Na segunda-feira, o gasóleo deverá subir seis cêntimos e a gasolina meio cêntimo.

Face a esta perspetiva, Mafalda Trigo, vice-presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec), diz à Renascença que o Governo prometeu que a Taxa de Carbono e o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) “iriam oscilar, conforme o preço: sempre que o combustível baixa, as taxas iriam aumentar, e quando o combustível aumenta, os impostos seriam reduzidos, ficando equilibrada a receita fiscal que entra no Governo”.

No entanto, “o Governo não está a cumprir a promessa”, lamenta Mafalda Trigo insistindo que “a palavra dada pelo primeiro-ministro não está a ser honrada”.

A dirigente da Anarec lembra, ainda, que o preço do combustível tem estado sempre a subir e, ainda assim, “no início do mês de agosto, o Governo aumentou a Taxa de Carbono, não estando minimamente em consonância com aquilo que tinha sido falado”.

Comparação com Espanha e Madeira é de dezenas de cêntimos

A vice-presidente da Anarec lembra que “os consumidores estão cada vez mais assoberbados com impostos e que o aumento do combustível faz indiretamente aumentar a inflação”.

“O nosso mercado é, basicamente, baseado no mercado espanhol, mas o preço de venda do combustível, em relação a Espanha, a diferença é de 25 a 30 cêntimos”, já em relação à Madeira a diferença é maior: “é de 40 cêntimos por litro no gasóleo e 20 cêntimos na gasolina”, sublinha.

Mafalda Trigo diz que, “se o Estado fizesse uma otimização fiscal, podia ganhar menos por litro, mas iria vender muitos litros, o que traria receitas adicionais”, pela venda direta do combustível e também através do IRC pago pelos revendedores.

A vice-presidente da Anarec sugere ainda que, para manter a estabilidade no preço dos combustíveis, o Governo deveria “definir automatismos ou fórmulas de subida ou baixa de taxas e impostos, em função dos preços praticado nos mercados internacionais”.

Comentários
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  • ze
    17 set, 2023 aldeia 17:21
    Alta dos combustíveis. "Governo não está a cumprir a promessa"nem nos combustiveis nem em todas as outras áreas......Palavra dada não é palavra honrada.
  • Maria
    17 set, 2023 Palmela 15:14
    E aquilo devia se chamar nacoes desunidas" porque as guerras continuam!

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