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Apoio excecional de 240 euros. Saiba quem tem direito

15 dez, 2022 - 14:39 • Ricardo Vieira

O valor será pago a partir de 23 de dezembro e vai abranger um milhão e 37 mil agregados familiares pobres, disse a ministra do Trabalho.

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O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira o novo apoio excecional de 240 euros para famílias pobres e detalhou a medida.

O apoio excecional para famílias vulneráveis de 240 euros, que será pago a partir de 23 de dezembro, que vai abranger um milhão e 37 mil agregados familiares, disse a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

O apoio será pago a todas as famílias vulneráveis que já tiveram um apoio excecional do governo para compensar e apoiar face à evolução da inflação.

Os 240 euros serão pagos no dia 23 de dezembro através de transferência bancária, para todos os beneficiários que têm o IBAN registado na Segurança Social, ou por vale postal também a partir de dia 23, esclareceu Ana Mendes Godinho, em conferência de imprensa.

Este novo apoio social único implica um custo total de 249 milhões de euros, adiantou a ministra.

Os beneficiários são os mesmos agregados das famílias vulneráveis que foram abrangidas pelo apoio excecional pago em abril e julho.

Abrange as famílias que têm tarifa social de eletricidade e também os titulares de prestações sociais mínimas, ainda que não tenham a tarifa social de eletricidade, esclareceu Ana Mendes Godinho.

A ministra deu um exemplo de beneficiários do apoio excecional de 240 euros: um casal com dois filhos, que sejam trabalhadores que recebem o salário mínimo nacional e que têm abono de família e tarifa social de eletricidade.


Alargar apoio à classe média?

Questionada pelos jornalistas se o Governo equaciona alargar este apoio à classe média, no dia em que o BCE anunciou um novo aumento das taxas de juro, a ministra da Solidariedade esclareceu que a medida destina-se apenas às famílias mais carenciadas.

“O Governo tem procurado mobilizar vários instrumentos para fazer face à situação que temos vivido. Instrumentos para as famílias, às pessoas mais vulneráveis com uma discriminação positiva, também apoios às empresas. Para 2023, temos reforço dos instrumentos e aumentos das prestações sociais, aumento dos salários e aumento das pensões", referiu.

O Governo aprovou também esta quinta-feira o aumento do salário mínimo nacional de 705 para 760 euros.

A atualização do salário mínimo em 55 euros entra em vigor no dia 1 de janeiro de 2023, indica a ministra do Trabalho.

"Traduz o maior aumento absoluto de sempre do salário mínimo nacional, um aumento de 7,8% do salário mínimo, sublinhou.

Comentários
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  • Manuel Ferraz
    18 dez, 2022 Vila Nova de Gaia 17:20
    Isto não dá para compreender. Quem ganha 1000€ continua a pagar impostos porque é rico. Alguns dos que recebem andam com bons carros não pagam luz nem internet e sinda têm casas à borla. Viva este país
  • Anónimo
    17 dez, 2022 Lisboa 14:41
    " se uns tem direito a habitaçao gratis" quem?
  • sara
    16 dez, 2022 Lisboa 19:47
    Tao bom que é andar na distribuiçao, com o dinheiro daqueles que descontam, já agora, também não tenho a culpa das taxas de juro estarem a subir, que tal, ou seja, se uns tem direito a habitaçao gratis, os que trabalham para pagar uma casa tambem tem que ter alguma compensaçao, por que de fato ter uma habitaçao, é um direito que nos assiste, acho que sim, esse excedente devia ser distribuido por todos aqueles que pagam emprestimos habitaçao .

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