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TAP ainda precisa de fazer muito para fechar ano com contas mais equilibradas, diz sindicato

02 nov, 2022 - 12:12 • Fátima Casanova , Olímpia Mairos

No terceiro trimestre teve 111 milhões de euros de resultados positivos, que contrastam com os 91 milhões de prejuízos nos nove primeiros meses do ano.

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O secretário-geral do Sindicato dos trabalhadores da Aviação e Aeroportos considera que ainda é preciso fazer muito para que a TAP consiga fechar o ano com contas mais equilibradas.

No terceiro trimestre, a companhia aérea teve 111 milhões de euros de lucros, mas para Paulo Duarte era o mínimo que seria de esperar num período que por norma é forte nas companhias aéreas.

“Não ter resultados operacionais positivos neste trimestre era mesmo o fim até porque eles têm escrito no plano de reestruturação o valor máximo de prejuízo este ano, salvo erro, são 70 milhões. Neste momento está em 98”, diz.

No entender do sindicalista, a TAP “vai ter que trabalhar bem no último trimestre”, destacando que “o mês de outubro foi bom, o novembro é fraco”, por isso, tudo “vai depender muito do final do Natal e passagem de ano que costumam ser alturas boas”.

“Preocupa-me muito e que há injeções do Estado e ficamos com dívida, quer dizer, aquele cenário de pôr tudo a zeros e começarmos de novo, parece-me difícil de conseguir”, lamenta.

A TAP teve um prejuízo de 91 milhões de euros nos nove primeiros meses do ano, de acordo com as contas apresentadas à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Face a 2019, houve uma melhoria de 121 milhões de euros.

A companhia amealhou receitas entre julho e setembro. Segundo as contas apresentadas, no terceiro trimestre registaram-se lucros de 111,3 milhões de euros - uma melhoria de 182,8% face aos prejuízos de 134,5 milhões de euros registados em igual período de 2021.

“A TAP está a confirmar a solidez do seu desempenho no terceiro trimestre, com todas as métricas financeiras acima dos níveis pré-crise, apesar do aumento dos custos de combustível. A procura para o quarto trimestre mantém-se bastante forte, suportando as expectativas de um bom resultado acumulado até final do ano”, refere a CEO Christine Ourmières-Widener.
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