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Fórum Vê Portugal

​Turismo sem territórios condenados à partida

09 jun, 2022 - 00:52 • Ana Carrilho

Durante três dias, o 8.º Fórum Turismo Turismo Interno Vê Portugal, organizado pelo Turismo do Centro, discutiu em Tomar o impacto da pandemia no setor, a diversos níveis. Mas também a recuperação que já se nota, os problemas a ultrapassar, a sustentabilidade e como antecipar novas crises.

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“Uma pandemia nunca é coisa boa, mas a Covid também acabou por abrir uma janela de oportunidades e o turismo interno acabou por beneficiar da descoberta que os portugueses fizeram do seu país”, referiu o presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro na sessão de encerramento do 8.º Fórum Vê Portugal, que reuniu em Tomar mais de meio milhar de participantes nos últimos três dias.

Pedro Machado considera que a pandemia mostrou que não há territórios condenados à partida.

“Temos de acabar com o mito de que há territórios predestinados para o turismo e outros em que não vale a pena apostar. A Covid-19 mostrou-nos o contrário: mostrou que a diversidade e a singularidade estão presentes em qualquer um dos nossos territórios.”

Para o presidente do Turismo do Centro, a chave para o futuro da atividade é a soma entre inteligência, conhecimento e sustentabilidade. “Estamos confiantes num futuro que faz as pessoas mais felizes. O turismo é a indústria da paz e do sorriso.”

Na sessão de encerramento esteve também a presidente da Câmara de Tomar, anfitriã desta edição do Fórum Vê Portugal. Anabela Freitas chamou a atenção para a importância da promoção de políticas públicas de desenvolvimento sustentável.

“Os recursos são finitos pelo que temos a obrigação de ter nas nossas prioridades políticas de sustentabilidade, que devem servir de base a todas as nossas políticas.”

Mas a autarca aproveitou também para alertar para as dificuldades que os empresários do turismo enfrentam no interior do país, mais concretamente na sub-região do Médio Tejo (integrada no Turismo do Centro, mas para a vertente de desenvolvimento territorial, pertencente à CCDR de Lisboa e Vale do Tejo).

“Se a política pública quer continuar a apostar no turismo, têm de ser dadas condições aos empresários para avançar com os seus investimentos. A visão do país a partir de Lisboa não é a visão do país na sua globalidade. E os empresários do Médio Tejo são prejudicados por não conseguirem efetivar os seus investimentos em tempo útil”, argumenta.

Os trabalhos de conferência do Vê Portugal terminaram esta quarta-feira. Mas esta quinta-feira os participantes ainda terão oportunidade de fazer uma visita guiada pela Cidade dos Templários, que inclui uma visita à sinagoga e ao centro histórico, ao castelo e ao Convento de Cristo.

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