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​Património tem que ser a “rolling stone” da sociedade

07 jun, 2022 - 19:16 • Ana Carrilho

No Congresso Vê Portugal, organizado pela Turismo do Centro, que decorre em Tomar nos próximos três dias, discutem-se novas tendências e novos produtos para todas as regiões.

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Os portugueses descobriram Portugal durante a pandemia e o turismo interno está a crescer cada vez mais.

No Congresso Vê Portugal, organizado pela Turismo do Centro, que decorre em Tomar nos próximos três dias, discutem-se novas tendências e novos produtos para todas as regiões. Mas também, como ultrapassar constrangimentos, como a falta de mão de obra ou como se dá vida ao património. As pessoas assumem o papel principal.

“Dois anos depois da pandemia, apesar da Covid, continuamos cá, com o nosso património, a nossa gastronomia e o principal, que são as pessoas. Felizmente, a Covid não nos tirou o essencial, como está a acontecer agora com as populações que passam pela guerra, que perdem tudo e inclusive, o seu património”. Foi a ideia lançada por Filipa Fernandes, vereadora da Câmara de Tomar, cidade do Centro que, por estes dias, acolhe o Congresso Vê Portugal.

Para a autarca, as pessoas são fundamentais para transformar o património, para o tornar vivo e ativo, capaz de captar o interesse dos turistas e dos cidadãos, em geral. “O património tem que ser a ‘rolling stone’ [pedra rolante] da sociedade e são as pessoas que fazem rolar essa pedra”.

Filipa Fernandes alerta que a confiança e a cooperação têm de andar de mão dadas. Por um lado, é preciso passar uma ideia de confiança a quem visita os territórios; por outro, é preciso inovar, cada um no seu setor, apostando também na tecnologia e sustentabilidade.

Trabalhar em rede, entre autarquias e não só, também é essencial, “porque juntos vamos mais longe”.

Na mesma linha, o presidente do Instituto Politécnico de Tomar, João Freitas Coroado, alertou para “o muito património que se está a perder porque não é vivido”. Como exemplo, deu o folclore, “património imaterial que é preciso modernizar”.

Para o docente, há várias formas de reavivar estes patrimónios e de os viver. Elogiou por isso o trabalho de alguns artistas que têm arranjado novas formas de os comunicar aos mais jovens, para que lhe deem continuidade.

João Coroado considera que todos os agentes ligados ao turismo são muito importantes neste contexto. E esta também pode ser uma forma de atrair ou de reter pessoas num território (Região Centro) “ com uma excelente qualidade de vida”.

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