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Aumento da eletricidade preocupa empresários e agricultores

16 set, 2021 - 11:02 • Anabela Góis , Olímpia Mairos

Em outubro vai haver um novo aumento extraordinário do preço da eletricidade que, para além de empresas, vai afetar também os consumidores domésticos do mercado regulado.

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A associação que representa as pequenas e microempresas diz que é inaceitável o novo aumento do preço da eletricidade, anunciado para o mês de outubro.

Para Jorge Pisco, a verificar-se o aumento anunciado, significa mais uma machada num sector que está já muito debilitado.

“É com grande apreensão que vemos este anúncio. Perante a situação dramática, com que as micro e pequenas empresas vivem neste momento, este aumento vai ser mais uma machadada na situação económica”, afirma em declarações à Renascença.

O presidente da Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) não compreende que “o Governo aceite, permita este aumento” e reforça que “a situação que as empresas vivem ao longo desta pandemia é tão dramática”, que o aumento anunciado vai significar “uma machadada e um terrível aperto na questão económica das empresas”.

Preocupações que são partilhadas pela Confederação dos Agricultores de Portugal.

“Nós já pagamos das eletricidades mais caras da Europa”, afirma Luís Mira, lembrando que “o ano passado criou-se uma expetativa de uma medida que o Governo colocou em Orçamento do Estado que se chamava um apoio à eletricidade verde, utilizada pela agricultura, e que na prática não teve nenhum resultado junto do setor agrícola”.

O secretário-geral da CAP não percebe como é que o Governo aceita este segundo aumento do preço da eletricidade, quando quer aumentar as exportações e quando Espanha acaba de aprovar um apoio para diminuir os custos que o setor tem com a energia.

Não é aceitável que em Portugal não se criem condições de competitividade, que o Governo queira aumentar as exportações, melhorar a economia e que não dê condições aos operadores económicos para o atingirem”, afirma Luís Mira à Renascença.

Para o secretário-geral da CAP, se nada for feito, os consumidores acabarão por ser penalizados.

“Se não acontecer a criação de nenhuma medida que nos dê competitividade, o resultado é diminuírem as vendas ou aumentarem o valor dos preços dos produtos ao consumidor”, conclui.

Nem Luís Mira nem Jorge Pisco sabem a que é que se refere o ministro do Ambiente, quando diz que o Governo tem almofadas para evitar a subida do preço da eletricidade.

Os clientes domésticos do mercado regulado vão sofrer o segundo aumento (após um de 3% em julho). Esta subida vai afetar mais de 900 mil famílias, que vão pagar mais cerca de um euro e cinco cêntimos na fatura média mensal.

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