O eurodeputado Francisco Assis defendeu, este sábado, que "o PS deve governar sozinho", devendo, para isso, assumir "a ambição clara de ganhar" as eleições de 2019 e voltar a ser o partido com maior representação parlamentar.

"Não vou dizer que o PS deve conseguir a maioria absoluta, porque tenho consciência das dificuldades, até por força do sistema eleitoral", explicou Assis, perante o Congresso reunido na Batalha, defendendo que o partido deve exercer o poder sem limitações e com "disponibilidade de dialogar à esquerda e à direita".

Assis, adversário da solução da "gerigonça" desde a primeira hora, sublinhou que não mudou de opinião - "a solução é má" -, mas contrapôs que "o primeiro-ministro é bom", pelo que "algumas das expectativas mais negativas que tinha não se confirmaram".

"Anestesiaste muito bem o PCP e o Bloco de Esquerda e isso foi muito bom para Portugal", disse Assis, dirigindo-se diretamente a Costa, para proclamar, mais à frente: "Que grande primeiro-ministro poderias ser sem essa limitação."

Eutanásia: sim

No início da sua intervenção, Francisco Assis pediu à Mesa tempo para duas notas, uma evocativa da figura de António Arnaud, outro para declarar que apoia a proposta do PS para a legalização da eutanásia.

Assis justificou a sua opção por "razões filosóficas profundas" que explicará num artigo de imprensa, apontando, contudo, o princípio da liberdade como razão para ser "totalmente a favor" a proposta do PSque será votada na próxima semana, no parlamento.