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​Notícia Renascença

Protecção Civil desconhece simulação do Exército sobre acidente em Almaraz

16 mai, 2017 - 07:00 • Dina Soares

Apesar de coordenar a intervenção em caso de acidente nuclear, a Protecção Civil não conhece a simulação do Exército que prevê as primeiras 40 horas após uma explosão em Almaraz.

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A Autoridade Nacional de Protecção Civil não conhece a simulação, realizada em 2010 pelo Exército, das possíveis consequências para Portugal de um acidente na central nuclear de Almaraz. O estudo, revelado esta terça-feira pela Renascença, aponta para a possibilidade de a nuvem radioactiva afectar cerca de 800 mil pessoas.

O Elemento de Defesa Biológico Químico e Radiológico do Comando das Forças Terrestres simulou a evolução da nuvem radioactiva nas 40 horas que se seguiriam a uma explosão num reactor, seguido de incêndio, em Almaraz e a sua deslocação pelo território português, onde chegaria 12 horas após o acidente.

A Protecção Civil é a entidade encarregada de coordenar todos os meios de intervenção em Portugal, caso aconteça um acidente na central nuclear espanhola de Almaraz.

O director nacional do planeamento de emergência, José Oliveira, garante à Renascença que a Protecção Civil está atenta à situação e tem feito exercícios de simulação, mas sem ter em conta o contributo dos militares.

“O exercício mais recente teve lugar em Maio do ano passado. Estamos a falar do Radiex, um exercício que partia de um acidente na central de Almaraz, com um pluma tóxica, num cenário de ventos desfavoráveis a Portugal e precipitação, de maneira a que os isótopos radioactivos acabassem por entrar mais facilmente no solo e na água”, explica José Oliveira.

O Exército não participou nesse exercício, embora tenha, desde 2010, um estudo, revelado esta terça-feira pela Renascença, que dá conta da previsível evolução da situação nas primeiras 40 horas após um acidente.

Espanha também nunca participou em nenhum exercício nem existem planos de intervenção transfronteiriços, reconhece o responsável da Protecção Civil.

“Em Espanha, além do plano de emergência interno da central, que é obrigatório, existe um plano de emergência externo, com um conjunto de meios, mas que contempla uma acção que vai apenas até aos 30 quilómetros da central. Depois desses 30 quilómetros, não é do nosso conhecimento que Espanha tenha qualquer tipo de plano de emergência para este risco”, afirma.

Só desde 2015 é que Portugal tem acesso ao sistema espanhol de monitorização da radioactividade na atmosfera através de um protocolo entre a Autoridade de Segurança Nuclear com três entidades portuguesas: a Agência Portuguesa do Ambiente, a Autoridade Nacional de Protecção Civil e o Instituto Superior Técnico.

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  • ARLINDO DUARTE
    16 mai, 2017 sintra 18:36
    DESDE QUE ENTRAMOS PARA A CEE FOMOS SEMPRE SUBSERVIENTES DOS ESPANHOIS PORQUE O QUE INTERESSA SAO OS NEGOCIOS, O NOSSO PRODUTO DE EXCELENCIA E OS DE SEGUNDA DE ESPANHA VEEM PARA CA, NAO HA POLITICO QUE PONHA OS ESPANHOIS EM SENTIDO. SOMOS O TERCEIRO PAIS MAIS RICO DA EUROPA MAS ANDAMOS SEMPRE COM A MAO ESTENDIDA.
  • Filipe
    16 mai, 2017 évora 13:42
    Repara-se constantemente que a informação existente sobre os perigos do nuclear é passada de boca em boca sem qualquer sustento científico . O perigo do nuclear é igual aqui como em qualquer parte do mundo caso exista um acidente , ninguém pode dizer que por estar aqui ao lado possa ser mais perigoso ou ser na Síria um nuvem radioativa se abater sobre Portugal , os efeitos podem até ser piores . Não é o mesmo de ter um vulcão na Serra da Estrela ...
  • rosinda
    16 mai, 2017 13:12
    Honrradez esta fora de moda!

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