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BCE chumba oito dos 19 nomes propostos pelo Governo para a administração da Caixa

17 ago, 2016 - 22:22

Banco Central Europeu justifica o veto por aqueles elementos excederem o limite de cargos em órgãos sociais de outras sociedades e não por questões de adequação ou idoneidade.
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O Banco Central Europeu (BCE) deu luz verde a António Domingues para novo presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), mas chumbou oito nomes propostos para o Conselho de Administração.

António Domingues poderá acumular o cargo de presidente da comissão executiva (CEO) com a liderança do conselho de administração ("chairman"), mas só por um período de seis meses. O BCE exige que dentro de meio ano a Caixa tenha pessoas diferentes a desempenhar as funções de CEO e de "chairman".

“A separação das funções de presidente do Conselho de Administração e de presidente da Comissão Executiva foi considerada necessária no prazo de seis meses. Período esse que o Governo utilizará para analisar com o Banco de Portugal e com o BCE esta questão”, avança o Ministério das Finanças, em comunicado.

O gabinete do ministro Mário Centeno anuncia que o BCE não aprovou oito nomes propostos para administradores não-executivos, por desempenharam funções noutras empresas.

O Governo adianta que a nomeação dos sete administradores não-executivos que receberam luz verde do Banco Central Europeu "será feita num curto espaço de tempo já que não houve sobre estes qualquer objecção relativamente à adequação ou idoneidade, nem foram identificados quaisquer conflitos de interesses impeditivos".

"A nomeação destes administradores não-executivos completará o Conselho de Administração, assegurando assim o funcionamento de todas as comissões especializadas que integram a estrutura de governação aprovada pelo BCE", conclui o Ministério das Finanças.

A tomada de posse da nova administração está marcada para dia 24, uma semana antes do fim do prazo acordado entre o Governo e actual administração, que se demitiu em Julho.


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  • José
    18 ago, 2016 Braga 16:12
    Haja paciência...Sem dúvida, é mesmo assim... Em Portugal, temos sempre o eterno problema, que peçam aos outros, mas que não venham mexer connosco, com os nossos interesses... Mais uma vez, aqui está espelhada a miséria deste País. Salários milionários são pagos, para que estes senhores levem bancos, empresas, e até o próprio Estado à falência… Em primeiro lugar, existem muitas pessoas licenciadas com mestrados e doutoramentos inscritas no centro de emprego, que até não se importavam de trabalhar, com mais qualificações que muitos destes senhores... Acumulação de cargos...Sem dúvida para amigos...Pelos visto, não querem diminuir a taxa de desemprego...Formação para que, se há licenciaturas feitas ao domingo... Mas, no meu disto tudo, ainda está o mais importante, que é a falta de iliteracia do povo, que pouco questiona, não põe em causa e tudo aceita de animo leve… E assim, se vai mantendo o povo estupidecido ... Mas, de uma coisa não tenha dúvida, este estado de coisas só acontece porque nós deixamos...
  • Pinto
    18 ago, 2016 Custoias 00:59
    São os cidadãos que têm andado a pagar as más gestões dos bancos.