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Comissão de inquérito toma posse e administração da Caixa sai

05 jul, 2016 - 08:19

Cansada de esperar por uma solução do Governo, a administração da Caixa demitiu-se. A renúncia foi apresentada ao ministro das Finanças por carta.
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A comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD), imposta potestativamente por PSD e CDS-PP, toma posse esta terça-feira à tarde na Assembleia da República.

O PSD anunciou que o social-democrata José Matos Correia irá presidir à comissão, que se vai debruçar sobre a gestão do banco público desde o ano 2000 e abordará o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, actualmente em negociação com Bruxelas.

No mesmo dia que toma posse a comissão de inquérito, o jornal “Público” revela que a administração do banco - cansada de esperar por uma solução do Governo - demitiu-se.

A carta de rescisão foi enviada ao ministro das Finanças a 21 de Junho, com efeitos a partir de 30 de Julho.

A equipa, que terminou o seu mandato em Dezembro, faz saber que as condições para de manter em funções se esgotaram.

Apesar de não se conhecer o conteúdo da carta, o jornal adianta que “numa linguagem dura” a actual administração remete para o Governo a responsabilidade pela indefinição que se vive no banco público há meses.

Na segunda-feira, o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEG) revelou que a caixa vai cortar 2.500 trabalhadores entre 2017 e 2020, através de reformas e saídas por acordo.

Governo confirma saída da administração
O gabinete do ministro das Finanças confirmou entretanto que a administração da Caixa Geral de Depósitos se demitiu, numa carta enviada a Mário Centeno, adiantando que os gestores demissionários vão ficar no banco até serem substituídos.

"Ficam em funções até serem substituídos. Não vai haver nenhuma ausência de administração na CGD", adiantou à agência Lusa fonte do gabinete de Mário Centeno.

[notícia actualizada às 10h52]


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