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Campanha de Natal desafia à prática da misericórdia nas escolas católicas

30 nov, 2015 - 14:48 • Ana Lisboa

Cada escola ou comunidade decidirá quem deve receber os bens alimentares e materiais que recolherem. O objectivo é que os jovens descubram “a alegria de ser para o outro”.

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Arrancou esta segunda-feira a recolha de bens da campanha “Vai e faz o bem” promovida pelo Secretariado Nacional de Educação Cristã com a Associação Portuguesa das Escolas Católicas.

Em véspera do Jubileu da Misericórdia, que começa a 8 de Dezembro, a campanha de Natal incentiva alunos e professores a praticarem mais gestos concretos de misericórdia.

O objectivo é “descobrir a importância de viver com o coração no outro, ou seja, de fazer o meu coração próximo do outro, assumindo o que o outro necessita”, diz Fernando Moita, coordenador do Departamento do Ensino Religioso Escolar do Secretariado Nacional da Educação Cristã.

A campanha tem duas vertentes: “Por um lado convidar o jovem a sair de si próprio e ser mensageiro da misericórdia”, e nesse sentido, os jovens são desafiados a fazerem-se próximos do outro, “a exemplo daquela parábola do Bom Samaritano: ‘Vai e faz o mesmo’, nós dizemos aos jovens ‘Vai e faz o bem’ que é precisamente o tema desta campanha”, refere Fernando Moita.

O convite é fazer o bem “junto dos doentes, junto dos idosos, ajudando alguém ou a fazer as compras”, explica este responsável, acrescentando: “Queremos que em contexto escolar, a criança, o jovem, o adolescente, descubra a alegria de ser para o outro”.

A outra vertente desta iniciativa é “colaborar também numa campanha que chamamos de partilha, de caridade, de solidariedade por ocasião do Natal”, refere Fernando Moita.

A campanha de recolha de bens alimentares e vestuário prolonga-se até 5 de Dezembro.

Os jovens vão estar junto das grandes superfícies comerciais e também nas lojas de comércio tradicional a reunir bens para distribuir por quem mais necessita. “Normalmente escolhem a Cáritas, porque depois a Cáritas distribui por outras instituições”, esclarece Jorge Cotovio, o secretário-geral da Associação Portuguesa das Escolas Católicas.

Jorge Cotovio diz que outros destinatários podem ser ainda os “centros de acolhimento que existam na região, as Conferências de São Vicente de Paulo, outras entidades, famílias carenciadas da própria comunidade educativa e famílias carenciadas da paróquia onde estão inseridas as escolas”.

Cada escola terá liberdade para decidir a quem deve entregar a ajuda que recolheu.

Fernando Moita admite que isso foi deixado ao critério da própria comunidade educativa, para “serem elas a identificar quem necessita desta partilha e desta ajuda. Não impomos, nem seria esse o nosso objectivo, porque a ideia é também que esta misericórdia aconteça dentro da comunidade educativa e para a comunidade educativa ou para os próximos”.

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  • 30 nov, 2015 Lisboa 15:28
    MISERICÓRDIA??????? COMO SE PODE DIZER ISSO? NUM PAÍS QUE TEM DINHEIRO PARA GASTAR A RECEBER REFIGIADOS??? ENTÃO? HÁ DINHEIRO?? OU NÃO???? MISEROCÓRDIA COM QUEM??? SE ESTÁ TUDO RICO!!!

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