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Venezuela. Reveja os momentos de tensão em Caracas após Guaidó se declarar Presidente

23 jan, 2019 - 19:20 • Redação com Reuters

O líder do partido da oposição Vontade Popular autoproclamou-se Presidente interino do país esta quarta-feira. EUA, Brasil, Canadá e Organização dos Estados Americanos já reconheceram o novo líder.

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O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela (Parlamento), Juan Guaidó, de 35 anos, autoproclamou-se esta quarta-feira Presidente interino do país.

"Juro assumir formalmente as competências do Executivo nacional como Presidente interino da Venezuela", afirmou Guaidó perante os milhares de opositores ao regime de Maduro que hoje estão a manifestar-se em Caracas -- manifestação que o próprio Chefe da Assembleia Nacional convocou a 11 de janeiro, imediatamente após a investidura de Nicolás Maduro para o segundo mandato.

Pouco tempo depois, a Casa Branca veio comunicar oficialmente que o Presidente norte-americano Donald Trump reconhece o líder do partido oposicionista Vontade Popular como Presidente interino da Venezuela.

O Canadá, o Brasil e a Organização dos Estados Americanos (OEA) também já reconheceram o novo líder interino. Ao todo, foram já nove os países que deram o seu apoio público a Guaidó. Do lado de Maduro ficam a Rússia, a Turquia, o México e a Bolívia.

A União Europeia ainda não se reagiu oficialmente aos acontecimentos. Já o ministro português dos Negócios Estrangeiros não comenta o aparente golpe e diz que "prioridade do Governo" é garantir a segurança dos cerca de 300 mil portugueses e lusodescendentes que vivem na Venezuela.

O anúncio de Guaidó trouxe para a rua várias manifestações de apoio ao presidente do Parlamento e Presidente interino.

No entanto, a polícia venezuelana dispersou manifestantes com recurso a disparos e gás lacrimogéneo em vários locais da capital, Caracas.

Na zona de Chacao, os polícias "começaram a disparar e nós fomos esconder-nos. A polícia encostou-me contra a parede e agrediram-me", disse à agência EFE Gered Prieto, um estudante de 15 anos.

A polícia utilizou gás e cartuchos de chumbo que causaram ferimentos em pelo menos duas pessoas, segundo a Efe.

Os 'media' locais publicaram 'online' vários vídeos que registam a atuação da polícia sobre os manifestantes e foram confirmados episódios semelhantes em vários locais do país.

Hoje, a política impediu uma concentração na zona de El Paraíso, no oeste da capital, que deveria juntar-se à grande manifestação no centro de Caracas.

Centenas de milhares de venezuelanos manifestaram-se hoje nos 23 Estados do país contra a Presidência de Nicolas Maduro, numa mobilização convocada pelo presidente do Parlamento que prometeu novas eleições e considerou "ilegítimo" o atual governo.

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