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“Ir à Urgência pode levar a mais infeções além das que já têm”, avisa DGS

04 jan, 2019 - 10:33 • Redação

Há quem espere sete, 12 e até mais horas para ser atendido. A diretora-geral da Saúde esteve na Manhã da Renascença para falar sobre o caos nos hospitais. Veja também a lista de centros de saúde com horário alargado.
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Muitas das situações que levam as pessoas à urgência de um hospital podem ser tratadas no centro de saúde ou até pela linha SNS 24, defende a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

“Contactar o SNS 24, contactar o seu médico ou a sua enfermeira assistente e ir aos centros de saúde” antes de se deslocar a um hospital. Muitas destas situações – uma infeção aguda, uma virose, uma constipação – não carecem de uma urgência hospitalar. De todo!”, afirma na Manhã da Renascença.

Graça Freitas entrou em direto para comentar a sobrelotação e congestionamento nas Urgências. A situação é mais complicada nos hospitais da margem sul do Tejo, como o Garcia de Orta, em Almada, onde a Renascença falou com utentes que lá passaram toda a noite e só foram atendidos depois de oito ou 12 horas de espera.

“Vou dizer aqui uma coisa às pessoas: as urgências nesta altura estão, de facto, com muitas infeções, de muitos vírus variados e, portanto, ir para uma urgência pode levar a que as pessoas contraiam outras infeções além das que já têm”, avisa a diretora-geral da Saúde.

“Portanto, temos de fazer este esforço de nos disciplinar para ouvir conselhos da Saúde 24, esses conselhos podem permitir-nos tratar em domicílio com autocuidado, procurar os centros de saúde e só na última linha ir para a Urgência”, reforça Graça Freitas.


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Vem o frio, vem o caos

Numa altura em que o frio aperta, regressam as notícias sobre os problemas nos hospitais, com longas horas de espera nas urgências. As doenças respiratórias aumentam e os serviços não têm mãos a medir.

No Garcia de Orta, a Renascença falou com uma utente que deu entrada às 17h00 de quinta-feira e só foi atendida às 7h00 desta sexta.

“Estive aproximadamente duas horas à espera para fazer a triagem. Os exames apenas demoraram entre 40 minutos a uma hora a ser recebidos. O pior foi até ser chamada pelo médico”, relata.

Um outro utente lembra que os centros de saúde não estão abertos “a toda a hora, o que também complica as coisas”.

“Na minha aldeia, fecha às 19h00 ou 20h0. Se não pudermos ir a um que fica a 12 quilómetros, temos de ir a um que fica a 30. E não há transportes públicos”, destaca.

Mas há centros de saúde onde o atendimento foi reforçado. Na região de Lisboa e Vale do Tejo, por exemplo, onde o horário alargado via, nalguns casos para lá das 22h00.

Consulte aqui a lista dos centros de saúde com horário alargado na região de Lisboa e Vale do Tejo. Pode também entrar em contacto com a Linha SNS 24: 800 24 24 24.

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  • Rita
    04 jan, 2019 Cacém 19:33
    Não é do frio, é da energia que está a vir.
  • Cidadao
    04 jan, 2019 Lisboa 11:56
    Isto vemudo, de quando decidiram - para "poupar", claro! - retirar a 1ª linha de apoio médico dos Centros de Saúde e concentrar tudo nas urgências dos Hospitais. Asneira Total e que demorou anos a ser parcialmente remediada. Fecharam Serviços de saúde e deram-nos em troca um numero de telefone que ainda por cima, nem sequer funcionava bem. Agora querem fazer marcha atrás, mas já não é possível reabrir os centros que fecharam, por falta de pessoal médico e administrativo, além de que as pessoas se habituaram a urgências e não confiam em Centros de saúde que obviamente não estão abertos 24h/dia ao contrário das Urgências. Se a asneira pagasse imposto ...