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MNE não abriu qualquer processo disciplinar ao chefe de gabinete do ministro da Defesa

19 nov, 2018 - 12:21

“O rol de incorreções é bastante grande, como é costume nestes casos, infelizmente”, afirma o ministro dos Negócios Estrangeiros, referindo-se à notícia que lançou a polémica.

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O Ministério dos Negócios Estrangeiros não abriu qualquer inquérito ao atual chefe de gabinete do ministro da Defesa. A garantia é dada esta segunda-feira pelo ministro Augusto Santos Silva, em Bruxelas.

“No que diz respeito ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, não desencadeou nenhum processo disciplinar em relação a essa personalidade; essa personalidade não geriu pessoalmente seja que conta fosse do consulado que dirigiu” nem foi “chamado antes do tempo”, afirmou aos jornalistas.

Paulo Lourenço está a ser investigado num caso que envolve três milhões de euros não contabilizados no consulado onde esteve em funções, no Brasil.

Mas Augusto Santos Silva elogia o desempenho de Paulo Lourenço: “desempenhou as suas funções com brilho conhecido e público; quando regressou a Lisboa estava em processo de colocação e não tratava de vistos Gold, porque os cônsules não tratam de vistos Gold, nem o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras pediu fosse o que fosse”.

“Portanto, o rol de incorreções é bastante grande, como é aliás costume nestes casos, infelizmente”, critica.

O ministro refere-se à notícia que lançou a polémica e que foi publicada no domingo pelo “Correio da Manhã”. Segundo o jornal, Paulo Lourenço é um dos três diplomatas que estão no centro de um inquérito relacionado com suspeitas de utilização indevida de dinheiros públicos.

O caso está a ser investigado pelo Ministério Público. A alegada utilização indevida de dinheiros públicos terá ocorrido antes de Paulo Lourenço assumir o cargo de chefe de gabinete do atual ministro da Defesa, João Gomes Cravinho.

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