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"Leslie" avança rumo a Portugal Continental

13 out, 2018 - 09:14

O furacão Leslie vai atingir o território continental já como depressão pós-tropical, mas com ventos com “intensidades equivalentes a uma tempestade tropical”, com rajadas acima dos 130 Km/hora, mas que podem atingir máximos históricos de 180/190 km/hora.
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O furacão "Leslie" já passou ao largo do arquipélago da Madeira, sem os efeitos que se temiam devido a uma alteração de rota e dirige-se agora para Portugal Continental, onde deverá chegar como tempestade tropical.

O furacão Leslie vai atingir o território continental já como depressão pós-tropical, mas com ventos com “intensidades equivalentes a uma tempestade tropical”, com rajadas acima dos 130 Km/hora, mas que podem atingir máximos históricos de 180/190 km/hora.

“O Leslie está neste momento em aproximação ao território do continente com uma probabilidade de 95%. Ele deverá atingir como depressão pós-tropical, não como ciclone tropical ou furacão que foi até há muito pouco tempo”, disse à Lusa o meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Nuno Moreira.

No entanto, continuou, “embora não atinja o território com a categoria de furacão, ao largo [ainda no mar] a intensidade do vento ainda poderá ser equivalente à de furacão e em terra será um pouco inferior à intensidade de furacão, mas dentro das intensidades equivalentes a uma tempestade tropical”.

Treze dos 18 distritos do continente vão estar, a partir deste sábado, sob aviso vermelho devido à previsão de vento forte, avança o mesmo instituto.

Na sexta-feira, a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) recomendou, num aviso à população, "especial cuidado" com o vento durante o dia de hoje e no domingo em Portugal continental, onde pode "soprar forte nalgumas regiões" e propagar incêndios florestais.

Segundo a ANPC, é esperando um agravamento das condições do tempo a partir das 19h00 de sábado, com domingo a registar picos de vento, chuva e agitação marítima durante a madrugada e a manhã.

Face às previsões meteorológicas, a ANPC alertou para a possibilidade de cheias, queda de árvores, estragos em estruturas suspensas ou montadas, piso escorregadio e formação de lençóis de água nas estradas.

A Proteção Civil aconselha, nomeadamente, a evitar a circulação junto à orla costeira e em zonas ribeirinhas mais vulneráveis e a prática de pesca desportiva e desportos náuticos.

Passagem pela Madeira sem causar danos

O diretor do Observatório Meteorológico da Madeira já fez saber o que o furacão passou pelo arquipélago da Madeira sem causar danos, prevendo-se agora que as condições atmosféricas melhorem significativamente nas próximas horas.

Em declarações à agência Lusa, Victor Prior disse que “o período mais crítico do furacão Leslie já passou”, adiantando que “agora vai a caminho do território continental”.

De acordo com o responsável, na sexta-feira à noite, pelas 21h00, “notou-se uma deslocação do furacão para norte”, algo que levou a que os estragos fossem menores do que os esperados.

O responsável adiantou que ainda se vão verificar “algumas rajadas potencialmente mais forte e alguma precipitação, mas não é nada de preocupante”.

No arquipélago fizeram-se sentir rajadas entre os 100 e os 120 quilómetros nas zonas montanhosas, sendo de 94 quilómetros na zona do Aeroporto da Madeira -Cristiano Ronaldo.

Em termos de precipitação, Victor Prior avança que as zonas mais afetadas foram o Pico do Arieiro 42,2 milímetros, Monte (27 milímetros a freguesia do Caniçal (concelho de Machico) 18 milímetros, Aeroporto (16 mm).

[Notícia atualizada às 11h31, com informação sobre os efeitos do furacão na Madeira]

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