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António Costa: "Mais famílias terão alívio no IRS"

01 out, 2018 - 20:49

Aumento extra das pensões está em "negociação" e há margem para aumentar os funcionários públicos, disse o primeiro-ministro, em entrevista à TVI.
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O Orçamento do Estado para 2019 trará um alívio no IRS para mais famílias, avança o primeiro-ministro, António Costa, em entrevista à TVI.

“Vamos pagar menos mil milhões entre eliminação da sobretaxa, novos escalões e elevar mínimo de existência social. Vamos trabalhar em alargar este benefício a outros escalões de rendimento. Elevando o mínimo de existência social, mais famílias terão alívio em matéria de IRS”, afirmou o chefe do Governo.

O primeiro-ministro afirmou, em entrevista na residência oficial em São Bento, que o próximo Orçamento terá uma "inovação radical" com a introdução do passe único de transportes em Lisboa e Porto.

Aumento extra das pensões está em "negociação"

"A boa notícia é que no próximo ano teremos 68% das famílias a terem um aumento 0,5% acima da inflação e vamos ter 98% das pensões a serem atualizadas já em janeiro. Estamos, pela primeira vez, numa situação em que por dois anos consecutivos, todas as pensões sobem e 68% sobem mesmo acima da inflação com ganhos reais de compra."

Quanto a um aumento extraordinário, como aconteceu nos dois últimos anos, é uma questão que ainda está em negociação com os partidos que apoiam o Governo, frisou.

"Margem" para aumentos na Função Pública

Em relação a aumentos para os funcionários públicos, o primeiro-ministro não avançou números, mas admitiu que existem uma margem de manobra no Orçamento para o próximo ano.

“Iremos tão longe quanto for possível para que os funcionários públicos façam parte da melhoria de rendimentos dos portugueses”, declarou.

António Costa defende que os aumentos sejam para os trabalhadores da Administração Pública que ganhem menos.

“Mentiria se dissesse que não há margem de negociação. A medida em que isso se traduz num aumento dos salários fica para a negociação sindical. Na minha opinião pessoal, acho que teria maior eficácia concentrar a margem que existem em quem mais precisa e a diferença é maior, do que disseminar de forma igualitária por todos.”

Fatura da eletricidade

Nesta entrevista à TVI, o primeiro-ministro descartou, praticamente, uma descida do IVA da eletricidade, que atualmente é de 23%.

“500 milhões não me parece comportável. Há outras medidas para reduzir a fatura. Se conseguirmos reduzir défice tarifário isso pode repercutir-se na fatura”, defende o chefe do Governo.

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  • xico
    02 out, 2018 midas 14:09
    O partido da mãozinha fechada......não dá nada ao povo!.....
  • João Lopes
    02 out, 2018 Viseu 13:05
    Muita encenação mas a realidade é diferente e triste. Henrique Raposo no Expresso diário de 27-09-2018: «Depois de pagar salários, Costa e Centeno não pagam seringas, carris, medicamentos, papel higiénico, carros, portas, balas. Como se vê nos hospitais, em Tancos ou em Pedrógão, o Estado de Costa não consegue dar resposta à realidade para lá da folha salarial que sustenta o eleitorado do PS… Os hospitais estão em colapso. Os caminhos de ferro estão em colapso. Armas foram roubadas no exército. Armas foram roubadas na PSP. Costa preside ao maior colapso do Estado de que há memória, mas nada se passa. A sua cínica bonacheirice tudo normaliza...E depois? Depois os outros que resolvam, depois os outros que tomem as decisões difíceis».
  • Rafael Catalua Freire
    02 out, 2018 08:55
    Era tempo para arrumar as botas e dar lugar a novas mentes mas em Portugal a velhada parece que e cativa
  • Americo
    02 out, 2018 Leiria 08:21
    Pois, coitado é nós que não ganhamos o suficiente para descontar irs. Esses sim, classe com recursos financeiros reduzidos é que estão a ser tributados brutalmente com impostos indirectos.
  • Filipe
    01 out, 2018 évora 22:13
    Para além de "dar" o que o anterior governo tinha retirado ao povo , o que deu este homem 2ª classificado nas eleições últimas ao povo ? Encharcou a economia com mais dívidas nas famílias autorizando a debandada do crédito habitação e pessoal , como Portugal fosse um país que tivesse encontrado petróleo , no entanto o que aumentou em muito foram os impostos indiretos sob produtos de primeira necessidade e as dívidas das famílias , esquecendo que existe o amanhã .