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Estado deve ter interesse em defender a Família, diz Cardeal

17 abr, 2012 • Aura Miguel

“Cultura libertária e relativista tem levado grandes instituições a tentar interpretar os direitos do homem como direitos do indivíduo”, considera o responsável do Vaticano pela Família.  

Estado deve ter interesse em defender a Família, diz Cardeal
Defender a Família enquanto instituição é do interesse do Estado, considerou hoje o cardeal Ennio Antonelli: “O objectivo fundamental deve ser a formação de uma cultura e de uma opinião pública favorável à família. Interpelando-os de modo persuasivo, é preciso fazer compreender aos vários sujeitos culturais, económicos e políticos que promover a família é do interesse da sociedade e do Estado.”

O presidente do Conselho Pontifício para a Família esteve presente como orador na Reitoria da Universidade de Lisboa, esta manhã, no congresso sobre Família e Direito, organizado para assinalar os 30 anos da exortação apostólica “Familiaris Consortio”.

A pobreza de relações é mais prejudicial e dolorosa que a pobreza material, afirmou o Cardeal, pois torna a vida desprovida de sentida e conduz as pessoas ao desespero.

Antonelli disse ainda que ao longo dos últimos 30 anos uma cultura libertária e relativista tem levado grandes instituições a tentar interpretar os direitos do homem como direitos do indivíduo, e a reconhecer como direitos muitos desejos subjectivos. Exemplo disso é a tentativa de reivindicar o direito dos homossexuais a contrair matrimónio.

Para o Cardeal italiano esta tendência não compreende que a justiça não consiste em dar a todos as mesmas coisas, mas em dar a cada um aquilo que lhe pertence. Tratar de forma igual realidades diversas é, aliás, uma forma de injustiça, considerou.