Eleições Europeias

Curiosidades das eleições: Chega vence no Congo, CDU na Rússia e Livre no Quénia

10 jun, 2024 - 18:12 • Diogo Camilo

Viana do Castelo foi o concelho que mais se aproximou do resultado das europeias, freguesia de Tomar ficou a 4 décimas. Iniciativa Liberal foi o mais votado na Espanha, Países Baixos e Áustria, portugueses na Coreia do Sul preferiram o Bloco de Esquerda.

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Numas eleições em que o partido vencedor ficou decidido por 40 mil votos, a cidade de Viana do Castelo e a união de duas freguesias do centro de Tomar foram as que ficaram mais perto dos resultados nacionais, enquanto os portugueses na República Democrática do Congo foram os mais desfasados da realidade, ao darem maioria absoluta ao Chega.

No concelho de Viana do Castelo, votaram mais de 33 mil pessoas e o desvio médio para os resultados em território nacional foi apenas de 0,4 pontos percentuais. O resultado do PS (32,75%) ficou a seis décimas do resultado final no país, enquanto o da AD ficou a apenas quatro centésimas (31,21%).

Em termos de freguesias, a que mais se assemelhou aos resultados foi a União de Freguesias de São João Baptista e Santa Maria dos Olivais, mesmo no centro de Tomar, que já tinha sido a segunda freguesia mais perto do resultado das legislativas.

Outras freguesias e concelhos que também ficaram perto do resultado nacional foram Silveira, em Torres Vedras, e o município do Bombarral.

Fajãzinha, sem caneta para votar?

Nos Açores fica a freguesia com a maior percentagem de votos brancos. Em Fajãzinha, na Ilha das Flores, sete das 34 pessoas que votaram deixaram o boletim como estava, em branco?

A percentagem de votos brancos foi de 20,6%: se fosse uma força política, seria o terceiro partido mais votado.

Em termos de votos nulos, a maior percentagem aconteceu no Uruguai: três dos 40 votos foram nulos, para uma percentagem de 7,5%.

O local foi também onde o ADN teve um dos seus melhores resultados - 10%, atrás de AD com 47,5%, e de PS e Chega com 12,5%.

Chega domina no Congo, Livre vence no Quénia e CDU na Rússia

À semelhança do que aconteceu no Uruguai, o voto no estrangeiro protagonizou algumas curiosidades, como o Chega a vencer entre os portugueses na República Democrática do Congo, com quase 70% dos votos.

O partido venceu ainda na África do Sul, na Roménia, Suíça e Brasil, enquanto a Iniciativa Liberal foi o partido mais votado na Espanha, na Eslováquia, nos Emirados Árabes Unidos, Sérvia, Polónia, Países Baixos, Singapura, Áustria e República Checa.

À esquerda, o Bloco de Esquerda venceu na Coreia do Sul, a CDU venceu na Rússia e o PAN, apesar de não vencer, teve o seu melhor resultado em Camberra, capital da Austrália.

O Livre, que ficou fora do Parlamento Europeu, foi o mais votado entre os portugueses a viver na Finlândia, no Quénia e na Suécia, além de ser o segundo partido mais votado na Itália, na Alemanha e nos Países Baixos.

Mobilidade, mas pouco. Rabo de Peixe voltou a ficar em casa

Numas eleições marcadas pelo voto em mobilidade, em que era possível votar em qualquer mesa de voto do país, Rabo de Peixe voltou a ser a freguesia em território nacional com maior abstenção: 90%, o que mesmo assim é inferior aos 90,1% das eleições de 2019.

Em segundo lugar está outra freguesia dos Açores, Feteiras, em Ponta Delgada. A freguesia com mais abstenção a nível continental fica em Almagreira, no Pombal, com uma abstenção de 81%.

Do lado contrário, 21 freguesias registaram uma taxa de participação acima dos 100% - votaram mais pessoas do que aquelas que estavam inscritas.

A nível de concelhos, o município com menor taxa de abstenção foi Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, onde 86% das pessoas foram votar.

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