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Covid-19 em Portugal

Há mais 12 concelhos no “vermelho”, mas 14 abandonam a lista de risco

30 abr, 2021 - 14:31 • Joana Gonçalves

São 35 os municípios de Portugal continental sob vigilância, devido ao risco de transmissão de Covid-19.

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Há agora mais 12 concelhos com uma taxa de incidência de infeção por SARS-CoV-2 superior a 120 casos por cada 100 mil habitantes, a linha vermelha traçada pelo Governo. No entanto, 14 abondonam a lista de risco.

Batalha, Beja, Boticas, Celorico de Bastos, Lagos, Lamego, Oliveira do Hospital, Peniche, Ponte da Barca, Póvoa do Lanhoso, Tábua e Vidigueira são as novas adições.

Por outro lado, Albufeira, Almeirim, Baião, Barrancos, Marco de Canaveses, Marinha Grande, Meda, Moura, Nordeste, Penela, Rio Maior, Sever do Vouga, Vila Nova de Famalicão e Vila Pouca de Aguiar apresentam uma redução de casos de Covid-19 e abandonam a mesma lista.

No total, são 41 os municípios em vigilância, seis nas regiões autónomas da Madeira e Açores. Deste grupo, 13 concelhos apresentam mais de 240 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes.

Com uma incidência cumulativa igual a zero estão 61 concelhos, menos quatro que na semana anterior. Este indicador não quer dizer, necessariamente, que os municípios estejam completamente livres de casos. É possível, no entanto, concluir que a situação epidemiológica está controlada nestes concelhos.

Cerca de 34% dos municípios portugueses resgistam um aumento de incidência de infeção por SARS-CoV-2. No total, são 104 os concelhos com acréscimo de casos de Covid-19, entre os dias 14 e 27 de abril.

A próxima fase de desconfinamento que arranca no próximo sábado, dia 1 de Maio, não vai incluir sete concelhos, que ficam na atual fase de desconfinamento ou recuam.

Depois da reunião do Conselho de Ministros, na passada quinta-feira, o primeiro-ministro António Costa anunciou que Odemira, Rio Maior, Alandroal, Albufeira, Figueira da Foz, Marinha Grande e Penela recuperaram as suas taxas de incidência e vão acompanhar o país na quarta fase de desconfinamento.

Três concelhos mantêm-se na fase atual, a terceira, de desconfinamento: Miranda do Douro, Paredes e Valongo, que mantém a "segunda avaliação negativa consecutiva", ficam na fase de 19 de abril.

Há quatro concelhos que recuam para anteriores fases de desconfinamento: Aljezur e Resende recuam da terceira para a segunda fase; Portimão e Carregal do Sal já estavam na primeira fase de desconfinamento, de 15 de março, e aí se mantém.

No caso particular de Odemira, que lidera a lista de risco, nas freguesias de São Teotónio e união de Longueira e Almograve será imposta uma cerca sanitária e voltam à primeira fase de desconfinamento, de 15 de março. As restantes freguesias passam para a próxima fase de desconfinamento com o resto do país.

A Direção-Geral da Saúde divulga, desde dia 16 de novembro, o mapa de incidência cumulativa de infeção por município. O indicador corresponde ao número de novos casos nos últimos 14 dias por 100 mil habitantes.

Este é um dos três critérios adotados pelo Governo português na avaliação de risco de infeção de cada concelho. Foram definidos quatro níveis de risco: moderado, elevado, muito elevado e extremamente elevado.

Os níveis diferem em número de incidência. Municípios com incidência inferior a 240 casos por 100 mil habitantes integram a lista de risco moderado.

Na lista de risco elevado entram os concelhos com uma incidência entre 240 e 480 casos por 100 mil habitantes. Segue-se o risco muito elevado, entre 480 e 960.

No nível máximo de risco - extremamente elevado - estão os concelhos com mais de 960 casos por 100 mil habitantes.

Matriz de risco Covid-19

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