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Passos acredita que Caixa não precisa de 5 mil milhões de euros. “Nem metade disso"

30 jun, 2016 - 18:34

Antigo primeiro-ministro exige esclarecimentos do Executivo de António Costa sobre o banco público.

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O líder do PSD estima que o plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos poderá não vir a necessitar nem de metade dos cinco mil milhões de euros que são falados na comunicação social.

"A minha perspectiva, com o conhecimento que tenho, é que a Caixa não precisa de 5 mil milhões de euros e, porventura, não precisará de metade disso para cumprir a sua missão. É a minha opinião, mas hoje não sou primeiro-ministro", afirmou o presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho, remetendo uma resposta concreta para o actual chefe do Governo e o ministro das Finanças.

Passos Coelho, que falava durante um almoço com empresários promovido pelo Internacional Club of Portugal, renovou os apelos para que o executivo socialista esclareça o que pretende fazer com a recapitalização do banco público, porque a indefinição fragiliza a instituição e mesmo a posição de todos os outros bancos.

"Os senhores sabem que a melhor maneira de deitar abaixo um banco é enraizar a ideia que ele não é capaz de resolver os seus compromissos", disse, recordando o que aconteceu com o Banif depois de uma estação de televisão falar numa "corrida aos depósitos" porque o banco ia ser resolvido.

"Se nós começamos a criar dúvidas sobre esta matéria, o resultado será grave", insistiu.

Depois de ter avisado de que não era uma pessoa de "paninhos quentes" e preferia um estilo "pão, pão, queijo, queijo", em vez de "dourar a pílula", Passos Coelho recuou até 2011 e, ainda a propósito da recapitalização bancária, disse que o Governo dispunha na altura de um "envelope financeiro" para essa situação que valia 12 mil milhões de euros.

Segundo o Banco de Portugal, disse, na altura para fazer uma recapitalização "robusta" eram necessários entre 40 a 50 milhões de euros, verba que o Estado não tinha.

"Nós fizemos a recapitalização com base no envelope financeiro de que dispunhamos e os bancos fizeram uma parte do seu trabalho que foi a limpeza de balanços durante quatro anos", referiu, adiantando que a Caixa "limpou" quase cinco mil milhões de euros em balanço.

A situação, continuou, não foi ideal, mas a verdade é que o Estado não tinha mais do que 12 mil milhões de euros.

Comentários
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  • 01 jul, 2016 v 21:49
    Ele até acreditava que iria ser 1º ministro!......o tempo deste personagem acabou.
  • Tobias Costa
    01 jul, 2016 Carcavelos 16:07
    Desaparece. Sem mais.
  • Luis
    01 jul, 2016 Lisboa 09:37
    JULIO TAVARES. Para além de tudo o que comentou, que só alguns PaFalhados não conseguem ver, o que é que à maioria dos Portugueses interessa saber em que que é que o inqualificado Passos acredita? Até nisto se vê que o homem é um inutil sem qualquer prestimo. Ou tem elementos que fundamentam as suas "crenças" e apresenta-os ou então cala-se e deixe de debitar idiotices que outro objectivio não têm que não seja estabelecer confusão para se tentar limpar (está demasiado sujo) de toda a trampa da sua governação. Que o homem seja um idiota já é grave que ainda por cima tente fazer de todos nós idiotas é gravissimo. Quase que ia destruindo o País e agora pouco a pouco está a destruir o PSD. O homem tornou-se um autêntico "Emplastro". Para o próprio partido inclusivamente.
  • Julio Tavares
    01 jul, 2016 Porto 00:35
    Passos Coelho está igual ao que lhe conhecemos ao longo dos últimos quatro anos. Passos que tem informações privilegiadas da CGD em resultado de ter sido 1º. Ministro do anterior Governo é fiel ao que lhe conhecemos quando refere que a Caixa não preciso de todo aquele dinheiro que se fala na comunicação social. Infelizmente, Passos Coelho durante os quatro anos em que foi1º. Ministro não conseguiu um único "orçamento de Estado" que fosse Constitucional, Passos não acertou durante os quatro anos de 1º. Ministro no cumprimento do défice , Passos não acertou em nada do que se comprometeu. Ouvir agora Passos falar que face aos conhecimentos que tem sobre a Caixa do tempo em que foi responsável por aquela Entidade de que não precisa nem de metade do dinheiro que agora se fala, faz-me lembrar a regularidade de Passos em não acertar em nada do que se comprometeu, daí que agora ao ouvi-lo sobre as necessidades da CGD não lhe dê o mínimo de crédito, porquanto a avaliar pelo seu passado recente é e foi um responsável falhado, cuja imagem foi sempre de uma pessoa sem preparação para as funções que desempenhou, e, pior ainda sempre mal acompanhado por pessoas em muitos casos de formação académica duvidosa, sem conhecimentos técnicos e profissionais e falta de visão para o desenvolvimento do País. Passos Coelho, apenas se preocupava em promover / fazer Markting da sua pessoa e das que o acompanhavam tentando fazer-nos crer que estávamos em presença de pessoas de valor acrescentado.