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Paz desfeita em quatro meses. Sporting corta relações com Juventude Leonina

23 out, 2022 - 10:31 • Inês Braga Sampaio

Clube "lamenta e repudia" os incidentes entre a claque e a polícia ocorridos durante o jogo com o Casa Pia, e vai colaborar com as autoridades para identificar "todos os responsáveis".

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O Sporting anunciou, este domingo, o cancelamento do protocolo com a Juventude Leonina, exatamente quatro meses depois de ter feito as pazes com a claque, devido aos incidentes no jogo com o Casa Pia.

Em comunicado no site oficial, o clube leonino "lamenta e repudia os episódios de violência" ocorridos na bancada do Estádio de Alvalade durante o jogo com o Casa Pia, a contar para a décima jornada da I Liga.

O Sporting sublinha que "manterá a sua intransigência na luta contra o crime e a violência no desporto" e rejeita o apoio de quem "causa danos avultados, deliberados e recorrentes que prejudicam gravemente o clube".

"O Sporting CP informa que irá colaborar ativamente com as forças de segurança e a APCDV para identificação de todos os responsáveis pelas ocorrências de ontem [sábado à noite]", pode ler-se.

Em virtude do sucedido, e pelo "acumular de acontecimentos similares", além de "irregularidades" identificadas pela Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCDV), o Sporting dá por terminadas "as tentativas de celebração de protocolo" com a Juve Leo.

No dia 23 de junho, o Sporting anunciou a celebração de protocolos com os grupos organizados de adeptos Juventude Leonina e Brigada Ultras Sporting. A paz com a Juve Leo durou exatamente quatro meses.

Em causa estão incidentes entre a polícia e adeptos do Sporting, no sábado, na zona destinada à Juve Leo, quando pouco passava dos 20 minutos de jogo com o Casa Pia, que os leões venceram por 3-1.

Em declarações à Renascença, no sábado à noite, o porta-voz da Direção Nacional da PSP, Nuno Carocha, explicou que a polícia entrou na bancada para apreender tarjas "com frases ofensivas, o que é ilegal", e alguns artigos pirotécnicos "prestes a ser deflagrados". Alguns adeptos tentaram dificultar a ação da polícia, no entanto, "não houve detenções".

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