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Ciclismo

Delmino Pereira: "Há grande probabilidade de a W52/FC Porto não voltar a competir"

29 abr, 2022 - 11:40 • Luís Aresta

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo apoia-se em evidências que lhe chegaram de forma não oficial e espera que as suspeitas de doping sejam esclarecidas muito antes da Volta a Portugal.

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A equipa de ciclismo da W52/FC Porto corre o sério risco de não voltar a competir. A possibilidade é admitida, numa entrevista à Renascença, pelo presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC). Delmino Pereira sustenta essa forte hipótese em factos que chegaram ao seu conhecimento por via não oficial:

“Neste momento põem-se todas as hipóteses. Regulamentarmente não temos nada que impeça que a equipa volte, mas, de facto, perante muitas evidências que nos chegaram de forma não oficial, também há a grande probabilidade de a equipa não poder voltar a competir”, declara.

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo não esconde perplexidade pelas fortes suspeitas de utilização de substâncias dopantes que recaem sobre a equipa técnica e corredores da W52/FC Porto. Delmino Pereira receia que a morosidade na investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária e pelo Ministério Público não evite que uma equipa e ciclista sob suspeita, possam participar no calendário de provas deste ano, onde se inclui a Volta a Portugal.

“Era de facto algo de muito lamentável, porque não será nada benéfico para todo o sistema e para a modalidade. É isso que queremos. que seja clarificado o mais rapidamente possível”.

Desejo de que a situação seja resolvida

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo manifesta o desejo de que a situação seja resolvida “com uma brevidade muito mais célere e muito antes da Volta a Portugal”, sublinhando que só perante factos concretos, o organismo a que preside pode atuar, tal como aconteceu nos casos dos diretores de equipa, Nuno Ribeiro e José Rodrigues.

“Até agora só o diretor desportivo principal e o diretor-adjunto foram suspensos. Já pedimos informações ao Ministério Público. A ausência de informação limita e condiciona a nossa atuação ao nível dos regulamentos”, sublinha, lamentando esta impossibilidade prática de a FPC desencadear outras medidas disciplinares.

“Depende da evolução do processo. A justiça tem os seus procedimentos e a sua lentidão, que não é muito proporcional aquilo que é a forma de atuar no sistema desportivo. Somos muito práticos; perante um facto atuamos de imediato e este assunto resolve-se de imediato”

Com a época a decorrer e a quatro meses da Volta a Portugal (10 a 21 de agosto) a preocupação de Delmino Pereira é equiparável aos danos provocados no ciclismo nacional pelas suspeitas de doping na W52/Porto

“O desgaste sobre a modalidade é brutal porque não temos forma de atuar; os dias passam e estamos perante uma situação extraordinariamente complexa”, conclui.

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  • Joaquim Correto
    29 abr, 2022 Paços 13:18
    A maneira como ficou demonstrado a inoperância da ADoP, uma vez que foi preciso haver uma denuncia anónima e ser a PJ a levar isto para a frente, eu já não confiava nos resultados feitos pela ADoP! Isto tem que ser uma abre olhos porque aposto que no futebol se passa a mesma coisa! A ADoP deve estar adormecida compulsivamente ou então está corrompida, o que não me admirava nada!
  • EU
    29 abr, 2022 PORTUGAL 11:49
    À Federação Portuguesa de Ciclismo, chegaram EVIDÊNCIAS, não pelas vias oficiais, mas pelas TAIS VIAS ( toupeiras ). Ora só perante factos concretos é que a FEDERAÇÃO pode actuar. Então se só perante factos CONCRETOS, também SÓ devia FALAR, perante esses factos,não é verdade? Agora pergunto: porque RAZÃO a FPC não foi chamada à OPERAÇÃO? Se fosse EU o Presidente e tivesse sido posto de LADO nessa operação, DEMITIA- ME. Um TRANSMONTANO não aceita, ou não deve ACEITAR, desconsideracoes.
  • JORGE DIAS
    29 abr, 2022 Povoa de santa iria 11:12
    Bom, e os títulos anteriores ganhos por esta equipa (supostamente de uma forma fraudulenta) vão ser devolvidos a quem e os prémios a que tiveram direito?

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