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Djokovic contra boicote a tenistas russos em Wimbledon

21 abr, 2022 - 11:20 • Redação

A organização responsável pelo ténis profissional masculino também reprova a decisão, que considera "discriminatória".

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Novak Djokovic, número um do "ranking" ATP, reprova posição dos responsáveis pelo torneio de Wimbledon em banir os atletas russos.

Djokovic, sérvio, garante "que os jogadores não têm nada a ver com isso [a guerra]".

Nascido nos Balcãs, o tenista de 34 anos mostra-se solidário com as vítimas. "Condenarei sempre a guerra. Enquanto filho da guerra, sei quantos traumas emocionais ela deixa e sei que as pessoas são quem mais sofre", diz Djokovic.

Ainda assim, o sérvio não consegue "apoiar a decisão de Wimbledon", que considera "uma loucura". "Quando a política interfere com o desporto, o resultado não é nada bom", conclui.

As declarações foram feitas após a vitória de quarta-feira, sobre o compatriota Laslo Djere, no torneio ATP do seu país natal. Na mesma prova, João Sousa foi eliminado na primeira ronda, contra Thiago Monteiro.

Boicote provoca colisão no ténis mundial

Além de Novak Djokovic, também a ATP, organização responsável pelo ténis profissional masculino, criticou a decisão, que avalia como "discriminatória".

"O nosso desporto funciona com base no mérito. Acreditamos que a decisão unilateral tomada por Wimbledon é injusta e pode abrir um grande precedente na modalidade. A discriminação baseada na nacionalidade é uma violação do nosso acordo com Wimbledon", comunica a ATP.

Desde a invasão da Ucrânia pela Russia, a organização mundial de ténis decidiu que os atletas russos e bielorrussos não poderiam competir sob a bandeira, nome e hino dos respetivos países.

Wimbledon comunica decisão

A decisão foi tornada oficial, na quarta-feira, através de um comunicado da organização. Wimbledon expressa "tristeza" com o boicote, mas lembra que tem de fazer a sua parte no conflito mundial.

"Nas circunstâncias das injustificadas agressões militares, seria inaceitável o regime russo retirar benefícios da participação de atletas russos ou bielorussos na prova" justificam.

Com esta tomada de posição são vários os jogadores afetados. No topo da lista estão Daniil Medvedev, número dois do "ranking" ATP e Andrey Rublev, oitavo na hierarquia mundial de ténis. No feminino, Anastasia Pavlyuchenkova é 15.ª.

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  • João oliveira
    21 abr, 2022 Edimburgo 15:06
    A reação do tenista não é surpreendente- sendo de origem Sérvia, e este país sendo um aliado da Rússia, e natural que ele demonstre uma certa simpatia por este último país. E uma pena que tenistas Russos tenham que passar por isto - mas a mensagem é clara - enquanto a Rússia não sair da Ucrânia, a sua influência internacional deverá ser severamente restrita.

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