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Helena Pires

De olho na internacionalização. Final Four da Taça da Liga deixou "ótima imagem"

16 fev, 2024 - 18:30 • Inês Braga Sampaio

Helena Pires, CEO da Liga Portugal, não adianta detalhes sobre o processo de internacionalização da prova, que teve a segunda melhor assistência de sempre, apesar da final inesperada.

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A CEO da Liga Portugal, Helena Pires, considera que a edição desta temporada da Final Four da Taça da Liga deixou "uma ótima imagem da marca" e que o facto de nenhum dos três grandes ter estado no jogo decisivo não beliscou a intenção de internacionalizar a prova.

Foi a segunda melhor assistência de sempre e a melhor deste que a final a quatro se realiza em Leiria. Em entrevista à Renascença, em janeiro, o diretor executivo da Liga, Rui Caeiro, admitira que esta Final Four, conquistada pelo Sporting de Braga, seria "uma ocasião tremenda para poder fazer a projeção para uma solução internacional".

Também exclusivo à Renascença, esta sexta-feira, à margem da apresentação do balanço da primeira volta de 2023/24, Helena Pires salienta que "está provado" que a Taça da Liga é "um produto apetecível", mesmo com uma final inesperada, entre Sporting de Braga e Estoril, contudo, não adianta detalhes sobre o processo de internacionalização.

"Mais uma vez, os números são gigantes, o que nos prova que a competição é importante e os clubes gostam de a disputar e, portanto, vêm para a ganhar. Com relação a todo o resto, em sede própria e a seu tempo, daremos novidades sobre o futuro da Allianz Cup", vinca.

"Não podíamos estar mais satisfeitos"


Em abril do ano passado, o presidente Pedro Proença já tinha revelado a Bola Branca que a Liga de Clubes tinha propostas dos Estados Unidos da América, da Arábia Saudita e da Europa. Rui Caeiro assumiu a intenção de "aproveitar a oportunidade" do investimento dos países do Médio Oriente no futebol para internacionalizar a Taça da Liga.

Questionada pela Renascença, durante o "Media Partners Day", se esta Final Four ajudou desse ponto de vista, Helena Pires assinala que foi uma edição com "jogos de futebol muito bem disputados, muito renhidos", e que também "não [podiam] estar mais satisfeitos" relativamente à envolvência dos adeptos no Estádio Municipal de Leiria.

"Deixámos uma ótima imagem de marca da Final Four e desta prova", sublinha, desvalorizando o impacto de uma final menos mediática.

Calendário apertado não será entrave


Na mesma entrevista a Bola Branca, a CEO da Liga também se mostra otimista quanto à integração de uma Final Four potencialmente internacional num calendário cada vez mais apertado.

"Nós temos uma comissão permanente de calendários que se debruça sobre este tema, portanto, apesar de o calendário ser, efetivamente, um grande desafio para todas as equipas, temos conseguido, ao longo da época desportiva, manter os períodos de descanso das equipas, nomeadamente as equipas que estão em competições internacionais."

"O caminho vai-se fazendo, nós vamos encontrando soluções e alternativas. Os clubes estão muito alinhados naquilo que é estratégia de definição dos calendários desportivos e, portanto, é seguir o caminho que vamos trilhando", acrescenta Helena Pires.

Numa reação à Renascença à entrevista de Rui Caeiro, em janeiro, a Amnistia Internacional lamentou a abertura da Liga a levar a prova para o Médio Oriente, onde há países com "clima de repressão muito grande", que o organismo português poderá ajudar a "branquear e normalizar".

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