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Benfica

"Não há motivo para despedir Roger Schmidt"

12 dez, 2023 - 12:45 • João Fonseca

José Manuel Capristano defende apoio de Rui Costa, até porque despedimentos a meio da época "correm mal".

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Não há motivo para despedir Roger Schmidt, considera José Manuel Capristano, antigo dirigente do Benfica.

O antigo vice-presidente das águias lamenta que os adeptos tenham atirado objetos contra o treinador do Benfica, que "em poucos meses passou de bestial a besta".

"Acho que Rui Costa não poderia ter feito outra coisa ao defender o treinador. Quando há despedimentos [a meio da época], que são raros, correm mal. Não vejo motivo para despedimento. O Benfica, através do seu presidente, tem de o apoiar na esperança que dê a volta por cima e, em janeiro, o Benfica tem de colmatar as brechas no plantel, que são evidentes", disse, a Bola Branca.

Apesar do empate com o Farense, Capristano repudia os episódios com Schmidt: "Não me lembro de ter acontecido no Benfica mandarem objetos para o treinador. Era bestial e agora é uma besta. Assisti na sexta-feira a coisas que não me lembro de assistir. Espero que não voltem a acontecer".

O Benfica empatou os últimos dois jogos para o campeonato, mas Capristano vê a equipa em crescendo.

"Parece que a equipa está com o treinador, vamos ter fé e esperança e que em termos racionais continuemos na luta pelo titulo", aponta.

O Benfica tem de vencer por dois golos na visita ao RB Salzburgo para continuar na Liga Europa e o antigo dirigente não está satisfeito com a campanha europeia, mas recorda as últimas temporadas.

"Não estou feliz com o Benfica a lutar pela Liga Europa e mesmo assim é muito difícil. Não deve ser fácil vencer por dois na Áustria. Reconheço que é difícil. As outras anteriores foram muito boas, esta foi muito má", atira

Varandas quis "pressionar árbitros"

Capristano critica ainda a atitude de Frederico Varandas, que criticou João Pinheiro após o Vitória de Guimarães-Sporting.

"É curioso que o presidente de um clube que já foi beneficiado neste campeonato - escandaloso com o Casa Pia -, se permita num jogo em que tenha sido prejudicado, mas que não foi nada de bradar aos céus, que caia o carmo e trindade como se fossem uns coitadinhos. É um espetáculo para pressionar os árbitros para o próximo fim-de-semana", conclui.

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