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Benfica

Cajuda espera que Schmidt "venha ajudar os treinadores portugueses a mudarem a forma de estar"

21 jul, 2022 - 12:46 • Pedro Castro Alves

Numa análise à pré-época, o treinador acredita que FC Porto “está forte”, Sporting também e Benfica “tenta recuperar estatuto”. Falta de mudança nas regras leva a não se poder esperar “muito mais do que aquilo que temos tido até agora”.

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Manuel Cajuda, treinador com mais de 500 jogos na I Liga, espera que Roger Schmidt traga algo diferente ao futebol português.

Em Bola Branca, o técnico de 71 anos explica que não vê o treinador do Benfica como “um alvo a abater por ser estrangeiro”, porque no futebol moderno “há lugar para todos”.

“É bem-vindo e que traga algo diferente daquilo a que nos estamos a habituar por comodismo: fazer do futebol um diálogo fora do campo, nas conferências de imprensas e na atitude. Espero que a mentalidade alemã venha trazer alguma coisa que ajude os treinadores portugueses a mudarem a sua forma de estar”, diz, em entrevista à Renascença.

Porto forte e Sporting melhor

Numa análise à preparação das principais equipas para a nova temporada, Cajuda vê um FC Porto “forte”, um Sporting “melhor” e um Benfica “a recuperar estatuto”.

FC Porto “continua forte, por muito que se tente fazer parecer que o clube está em dificuldades porque saíram jogadores. Não saíram assim tantos, nem tantos de primeira linha, e comprou e recuperou outros jogadores”.

O Sporting “já é forte há dois anos e penso que melhorou. Eu vi o jogo do Sporting com a Roma [vitória por 3-2] e penso que tem mais e melhores soluções”.

Já o Benfica “está a fazer aquilo que é normal: voltar ao estatuto de grande equipa. Tenho notado grandes melhorias, que se tornam ainda mais evidentes em função da época muito má do ano passado”.

Braga “desejo que passe definitivamente a linha de jogar para o quarto lugar e que se intrometa nos três primeiro, o que seria engraçado”.

A nível do que se passa fora das quatro linhas, Cajuda lamenta que nada se tenha alterado “em termos de regras e processos disciplinares”, mesmo quando é reconhecido que “algumas das determinações do futebol português estão fora do prazo”.

“Quando as regras não são alteradas não se pode esperar muito mais do que aquilo que temos tido até agora”, conclui.

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