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Textor “não dá ponto sem nó”. Investidor vai querer a maioria

14 jul, 2021 - 18:42 • Pedro Castro Alves, com redação

Camilo Lourenço, especialista em direito económico, deixa várias interrogações sobre o a entrada em cena do investidor norte-americano.

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A entrada de John Textor na SAD do Benfica traz uma cortina de fumo que precisa de ser explicada. Camilo Lourenço, especialista em direito económico, deixa um sublinhado e várias interrogações sobre o negócio.

“Eu, se fosse investidor, não compraria apenas 25%. Embora seja uma participação qualificada, ele sozinho não consegue tomar decisões em relação ao futuro da SAD. Provavelmente há aqui outras preocupações por trás disto tudo. Era muito importante que a SAD e Luís Filipe Vieira viessem dizer se existe algum acordo com o senhor Textor para depois vender mais ações para além dos 25% já acordados entre o empresário dos Santos e este senhor”, disse Camilo Lourenço.

Em entrevista a Bola Branca, este especialista acrescenta: “Não estou a ver um investidor americano a dar ponto sem nó, estar a meter tanto dinheiro na SAD de um clube se não for ele a tomar uma decisão na maior parte das matérias”.

Entretanto, esta quarta-feira, a SAD do Benfica comunicou, esta quarta-feira, que Luís Filipe Vieira, presidente auto-suspenso, tem 30 dias para abdicar em definitivo.

Camilo Lourenço explica que “a SAD não quer correr riscos e, portanto, dá este tempo como sendo o período razoável para se saber se as autoridades retiram as limitações que foram impostas a Luís Filipe Vieira”.

“Faz sentido ‘sonhar’ com uma retirada das medidas de coação? E com uma conclusão abreviada disto? Não faz. A mensagem que se passa é: ‘Meu amigo, tem 30 dias para decidir a sua situação’. Ora, se isto não for decidido, não podemos pôr os interesses pessoais de uma pessoa acima dos interesses de uma empresa. E aí, Vieira terá mesmo de se afastar”, acrescenta.

Luís Filipe Vieira está em prisão domiciliária, até apresentar caução no valor de três milhões de euros, no âmbito do processo “Cartão encarnado”.

Camilo Lourenço considera que, “do ponto de vista de funcionamento de uma Sociedade Anónima Desportiva, não faz sentido nenhum que um membro da administração esteja limitado nas suas funções. O melhor que pode acontecer a essa sociedade é mudar de presidente ou que o atual presidente renuncie”.

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