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Qatar 2022

Mundial do futuro. Quem vão ser as estrelas dos próximos Campeonatos do Mundo?

07 dez, 2022 - 06:58 • Diogo Camilo

Metade dos melhores marcadores deste Mundial têm 25 anos ou menos e foram utilizados três jogadores que entraram para o top-10 dos mais jovens na competição. Portugal tem no Qatar a sua seleção mais jovem de sempre, com Nuno Mendes, Vitinha, Gonçalo Ramos e António Silva à cabeça.

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O Campeonato do Mundo do Qatar tem sido marcado pela qualidade dos jovens que o disputam e que têm feito a diferença nas suas seleções. Mais de metade dos melhores marcadores têm 25 anos ou menos e Kyllian Mbappé, com apenas 23, já igualou Lionel Messi e superou Cristiano Ronaldo em golos em Mundiais.

Gonçalo Ramos, de 21 anos, foi o primeiro a fazer um "hat-trick" na competição, decisivo na vitória de Portugal, frente à Suiça, nos oitavos de final.

Entre os mais de 800 jogadores convocados pelas suas seleções, 131 nasceram depois do ano 2000 e fazem parte do Mundial do futuro. Entre eles estão três jovens (Youssoufa Moukoko, Gavi e Garang Kuol) que entraram para o top-10 dos mais jovens em Mundiais durante a fase de grupos e, entre os melhores marcadores, cinco (Mbappé, Rashford, Richarlison, Saka e Gakpo) são considerados jovens.

A Espanha de Luís Enrique foi das que chamou mais jovens com 22 anos ou menos, o que mostra que juventude pode ser sinónimo de vitórias. São nove, seis deles do Barcelona, incluindo jogadores-chave como Pedri ou Gavi.

O prémio de seleção mais nova vai, no entanto, para o Gana, que tem 10 jogadores nascidos depois de 2000, incluindo Issahaku Fatawu, do Sporting, para uma média de idades abaixo dos 25 anos.

O Irão, com uma média de idades perto dos 29 anos, é a seleção mais velha e associa a isso o facto de ser uma de duas seleções sem jogadores com menos de 23 anos - a outra é o México.

A seleção portuguesa é também a mais jovem a participar num Mundial: a equipa das “quinas” tem uma média de idades de 26,8 anos, superando os “Magriços” que conquistaram o terceiro lugar no Mundial 1966 com uma média de idades de 27 anos.

Se de um lado há veteranos como Pepe, com 39 anos, e Cristiano Ronaldo, com 37, do outro há o mais jovem português a jogar num Mundial, António Silva, com apenas 19 anos e 33 dias e superando Futre no Mundial de 1986.

Entre jovens nascidos já para lá de 2000 há ainda Nuno Mendes, que com 20 anos teria batido o recorde de Futre se o Mundial se realizasse durante o verão, e Gonçalo Ramos, com 21 anos, e Vitinha, com 22. E a estes juntam-se outros ainda considerados jovens, como Rafael Leão, João Félix, Diogo Costa, Diogo Dalot e Matheus Nunes.

No Mundial do futuro, as seleções que saltam à vista são as mesmas de sempre: Inglaterra, Alemanha, Brasil e França são alguns dos que reúnem jovens mais cotados nas suas convocatórias.

No ataque do Brasil estão Vinícius Júnior, Antony, Rodrygo e Gabriel Martinelli, todos nascidos depois do ano 2000 e com valores de mercado acima dos 60 milhões de euros.

O avançado de 22 anos do Real Madrid é mesmo o jovem mais valorizado com 22 anos ou menos neste Mundial.

Na França, há menos jovens nascidos neste milénio, mas nem por isso há menos qualidade. A juntar a Mbappé, que fará 24 anos no final do mês, há dois médios do Real Madrid (Tchouameni e Camavinga) e William Saliba, do Arsenal.

Na Inglaterra, três deles são já figuras da seleção: Jude Bellingham, Bukayo Saka e Phil Foden têm 19, 21 anos e 22 anos e são já titulares dos “Três Leões”, enquanto Conor Gallagher tenta afirmar-se no sistema de Gareth Southgate e no Chelsea.

Depois de ter sido eliminada na fase de grupos, a Alemanha deverá entrar em fase de renovação tendo em vista o Euro 2024, que o próprio país organizará. A situação é semelhante a 2006, quando a “Mannschaft” organizou o Mundial depois de ter sido eliminada na primeira fase do Europeu anterior.

Musiala foi um dos destaques nos três jogos, tal como Havertz, que tem apenas 23 anos. A estes juntam-se Karim Adeyemi e Armel Bella-Kotchap, que não somaram qualquer minuto na competição e Youssoufa Moukoko, que se tornou no mais jovem a estrear-se pela seleção alemã em 68 anos e no 8.º mais jovem de sempre em Mundiais, entrando aos 90 minutos na primeira jornada, frente ao Japão.

A Holanda, que carimbou a passagem para os quartos-de-final, tem também a sua cota parte de jovens na seleção.

Cody Gakpo, do PSV, tem sido uma das revelações com golos nas três jornadas da fase de grupos, mas há quatro jovens nascidos depois de 2000 na equipa: Jurrien Timber, com 21 anos, roubou a titularidade a de Ligt, enquanto Xavi Simmons e Kenneth Taylor pouco jogaram e Jeremie Frimpong ainda não se estreou.

De outras seleções destacam-se Alphonso Davies, Dušan Vlahović e Moisés Caicedo, estrelas das suas seleções, além de Josko Gvardiol, um promissor defesa que atua no RB Leipzig e Enzo Fernández, que agarrou a titularidade na Argentina.

Fora deste Mundial mas com os olhos postos no Mundial de 2026, que se realizará nos EUA, Canadá e México, está o norueguês Erling Haaland, a maior estrela nascida depois de 2000 e uma das maiores do futebol atual, e outros como o alemão Florian Wirtz, que falhou este Mundial do Qatar por lesão, Wesley Fofana e Jadon Sancho, que não foram opção na França e na Inglaterra.

Além destes, outros quatro craques ajudar a levar as suas seleções ao próximo Campeonato do Mundo: Sandro Tonali tem 22 anos e deverá ser uma figura central da Itália, depois da “squadra azzurra” ter falhado a qualificação nos últimos dois Mundiais; a Suécia de Dejan Kulusevski falhou o último Mundial no play-off e quererá voltar à grande competição, tendo o extremo do Tottenham como uma das principais armas.

Dominik Szoboszlai é a estrela da Hungria para voltar ao Campeonato do Mundo, onde a seleção tem muita história mas não participa desde 1986; Khvicha Kvaratskhelia está a ser uma das sensações de 2022/23 e poderá aproveitar o momento para a qualificação para o Mundial, que começa no início do próximo ano. Com o alargamento de 32 para 46 seleções, haverá mais hipóteses de participar na prova de 2026.

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