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Se o Governo quiser ajudar a totalidade dos portugueses é tentar baixar o imposto

Opinião de João Duque

Se o Governo quiser ajudar os portugueses é tentar baixar o imposto

07 mar, 2022 • Olímpia Mairos


O comentador admite o que faria, se fosse ministro das Finanças ou Primeiro-ministro.

Sem sinais de trégua na guerra da Ucrânia, o comentador das Três d’As Manhã antevê que o preço dos combustíveis continue a subir, com altos e baixos, mas com tendência de subida.

“É um esforço coletivo que temos que fazer. É claro que no preço final não conta só o preço do combustível base, isto é o barril do petróleo e, portanto, nós temos que contar com o custo da refinação, do transporte, a margem do comerciante, que também tem que ter alguma margem para fazer face aos seus custos, e temos os impostos. De todos estes componentes, o maior componente são os impostos”, explica João Duque.

Já sobre as consequências que podem advir da medida que está agora a ser avaliada pelos Estados Unidos e pela Europa, e que pode passar por suspender a importação de petróleo a partir da Rússia, o comentador entende que elas vão depender da reação dos outros produtores de petróleo.

Depende do que “os grandes produtores de petróleo, Angola, por exemplo, e outros grandes produtores de petróleo da zona do Golfo, possam fazer em compensação, porque se esses produtores aumentarem o seu ritmo de produção isso fará claramente abrandar um pouco a subida dos preços e, portanto, por essa via ajudar o mundo ocidental. É preciso que eles queiram mesmo contribuir para esse esforço”, explica.

Apesar de esses produtores terem um preço mais elevado do que o praticado pela Rússia, João Duque considera que é “uma compensação que se pode fazer”.

“Nós podemos sempre ter esse efeito benéfico que é levar a que o cartel possa ajudar a redução deste impacto”.

No que concerne à ajuda do Governo para mitigar a escalada de preços, nomeadamente alargando o benefício do AUTOvoucher para particulares e empresas de transportes, João Duque, que gosta da ideia do voucher, entende que é curta e pequena, porque está associada à capacidade digital dos portugueses.

“É uma medida que eu acho interessante, mas é de espectro mais fino”, sublinha, reforçando que “se o Governo quiser ajudar a totalidade dos portugueses é tentar baixar o imposto e temos uma margem enorme de crescimento”.

Exemplificando com o crescimento de mais de 25% do imposto em janeiro de 2022, em relação ao período homologo de 2021, o comentador considera que “temos aqui um espaço de crescimento de imposto e receita fiscal que é absolutamente extraordinário”.

Se fosse ministro das Finanças ou Primeiro-Ministro, João Duque tenderia a baixar o imposto “para proteger, pelo menos, o acréscimo de inflação que o custo de transporte impacta nas outras atividades”.

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  • PAULO AZERA
    11 jun, 2022 PRAIA DA VITORIA 13:29
    Espantoso ouvir esse individuo comentar...ainda bem que não é nem 1º.ministro nem ministro das finanças...deve ter ficado sem memória pois foi grande admirador das medidas de Passos Coelho, cortes de salários, pensões ou seja espezinhar os portugueses por ordem da Markel e agora armado em baixar impostos...este de facto é um país anedótico em que gente sem qualquer importância ou relevância tem direito de antena em orgãos de comunicação social...