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​VISTO DE BRUXELAS

Elisa aprovada

03 out, 2019 • Pedro Caeiro


É mais um passo até à tomada de posse. A Comissão do Desenvolvimento Regional aprovou a nomeação de Elisa Ferreira para a pasta da Coesão e Reformas. Destaque ainda para um novo plano de Boris Johnson para o Brexit.

Visto de Bruxelas (03/10/2019)
Visto de Bruxelas (03/10/2019)

Desfeitas as dúvidas, para Younous Omarjee, o presidente da Comissão Parlamentar do Desenvolvimento regional - comissão perante a qual Elisa Ferreira esteve ontem em audição - a portuguesa será uma comissaria competente. Na reacção, o PS pela voz de Margarida Marques, disse que não esperava outro resultado. Já o PSD admite reservas, sobretudo em relação aos cortes de 10% dos fundos de coesão. O eurodeputado do PSD, Jose Manuel Fernandes diz que vai estar atento a essa possibilidade, com a qual não concorda. Também com reservas nesta matéria, o Bloco de Esquerda, resolveu dar um voto de confiança a Elisa Ferreira, segundo José Gusmão.

O Parlamento Europeu deu hoje luz verde à comissária portuguesa, para assumir a pasta ligada à Coesão e Reformas. Elisa Ferreira, de 63 anos, assume a 1 de Novembro esse cargo no novo executivo comunitário liderado por Ursula von der Leyen. Vai ser a primeira mulher portuguesa a integrar o executivo comunitário desde a adesão de Portugal à então CEE, em 1986. Elisa Ferreira sucede a Carlos Moedas, que foi comissário indicado pelo anterior governo PSD/CDS-PP, e que teve o cargo da pasta da Investigação, Ciência e Inovação desde Novembro de 2014.

Johnson apresenta proposta alternativa

Na infindável novela do Brexit, a semana fica marcada pelo facto de Downing Street já ter revelado um plano alternativo para o Brexit. Se for rejeitado por Bruxelas, surge como último recurso para evitar uma saída desordenada da UE. Basicamente, o plano de Boris Johnson elimina o “backstop” (a cláusula de salvaguarda para evitar controlos rígidos na fronteira irlandesa) e deixa a Irlanda do Norte de fora da união aduaneira, mas implica uma fronteira física entre a Irlanda e a Irlanda do Norte, sendo que esta última hipótese foi sempre recusada pelos líderes europeus.

Johnson foi desde já visando que este é “o último recurso para evitar um Brexit sem acordo no próximo dia 31 de “Outubro” e, numa carta enviada ao presidente da Comissão Europeia, o líder do Partido Conservador avisa Jean-Claude Juncker de que a inexistência de acordo representará um "falhanço" das duas partes. O problema é que o plano de Boris não suscitou grande entusiasmo do lado de cá da Mancha…

Este conteúdo é feito no âmbito da parceria Renascença/Euranet Plus – Rede Europeia de Rádios. Veja todos os conteúdos Renascença/Euranet Plus

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