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Geração Z
Nasceram na era das tecnologias de informação, são mais práticos e mobilizam-se por causas. Até dispensam o carro e a casa, também porque não têm grandes salários para pagá-los, mas arriscam ter o seu próprio negócio. Como podemos ajudá-los? Quais os medos que enfrentam? Que tal começarmos por ouvi-los? "Geração Z" é um podcast quinzenal, publicado à quarta-feira, às 18h, da autoria da jornalista Beatriz Lopes. Esta é uma uma parceria Renascença/Euranet Plus.
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Geração Z e o Futuro da Europa. "É preciso garantir que não temos uma geração perdida"
Geração Z e o Futuro da Europa. "É preciso garantir que não temos uma geração perdida"

Geração Z e o Futuro da Europa. "É preciso garantir que não temos uma geração perdida"

18 mai, 2022 • Beatriz Lopes , João Campelo (sonorização)


O futuro da Europa esteve em debate entre cidadãos e políticos ao longo do último ano. Os jovens também tiveram direito a um lugar na mesa redonda e participaram nas 49 propostas finais deixadas aos líderes europeus. O que dizem? E poderão mesmo passar da teoria para a prática?

Uma crise pandémica, uma crise humanitária, uma crise económica. Num momento atribulado para a Europa, recai sobre as gerações mais novas a tarefa de resolver as urgências dos novos tempos.

No oitavo episódio do Geração Z, falamos da chamada Conferência sobre o Futuro da Europa que permitiu que, durante o último ano, milhares de cidadãos europeus, sobretudo jovens, sugerissem melhorias em áreas como educação, emprego, economia, saúde e alterações climáticas.

As 49 propostas finais foram entregues em 9 de maio, Dia da Europa, e cabe agora aos líderes europeus passar das palavras aos atos.

Irá esta conferência traduzir-se, de facto, em resultados concretos? Lídia Pereira, 30 anos, eurodeputada do PSD e presidente da Juventude do Partido Popular Europeu (PPE), diz-se "otimista".

"Os decisores políticos não ignoram as grandes mudanças da atualidade, e portanto acredito que os resultados da conferência sejam institucionalizados e que se traduzam numa verdadeira mudança democrática, que espelhe as necessidades das gerações do futuro. A não concretização desses resultados pode levar a sentimentos de desilusão e injustiça que contribuirão para um afastamento dos cidadãos."

Neste episódio, desafiamos Lídia Pereira a eleger um top três das propostas que considera mais emergentes. A eurodeputada admite que energia, ambiente e inovação tecnológica são temas que lhe são "queridos".

Na lista das 49 propostas, está ainda a criação de um salário mínimo que assegure a qualidade de vida em todos os Estados-membros. Lídia Pereira chama a atenção que, antes de cumprimos metas europeias, é preciso que se cumpram as promessas nacionais.

"Não podemos internacionalizar a responsabilidade política que cabe aos governos nacionais. Eu gostava que os salários mínimo e médio em Portugal já estivessem ao nível da realidade sueca, finlandesa ou até alemã, mas para isso é preciso fazer um caminho que ainda não foi feito e por isso não devemos utilizar a União Europeia como substituta das responsabilidades políticas dos governos nacionais".

Neste que é o Ano Europeu da Juventude, Lídia Pereira desafia os jovens a serem "os verdadeiros agentes da mudança" e a contribuir para uma Europa que é de todos, "solidária e livre".

"Nós somos a peça essencial para a construção de sociedades mais inclusivas, democráticas e que estão focadas nos problemas da nossa geração. O grande desafio e prioridade é garantirmos que não temos uma geração perdida e combater o discurso de que os jovens de hoje podem vir a viver pior do que a geração dos pais. É fundamental voltarmos a virar a agenda da União para os jovens, os mais afetados pelo confinamento."

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