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Padre jesuíta detido na Índia foi internado em enfermaria Covid-19

04 jun, 2021 - 08:41 • Olímpia Mairos

Para segunda-feira, dia 7 de junho, está agendada a decisão sobre o pedido de libertação sob fiança.

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O padre jesuíta Stan Swamy, de 84 anos de idade, está internado numa enfermaria para doentes Covid-19 no hospital da Sagrada Família, em Bombaim, na Índia, desde a passada sexta-feira, dia 28 de maio.

O Tribunal permitiu uma “liberdade temporária” para o sacerdote poder receber os necessários cuidados médicos, estando agendada para a próxima segunda-feira, dia 7 de junho, a decisão sobre o pedido de libertação sob fiança.

Foi a 8 de outubro de 2020 que o padre Stan Swamy foi detido na residência da Companhia de Jesus na periferia de Ranchi, localidade do Estado de Jharkhand, que fica na zona oriental da Índia.

Defensor dos direitos humanos, o sacerdote foi preso sob custódia da Agência Nacional de Investigação (NIA), a autoridade antiterrorista da Índia, por alegadas ligações maoístas, mas diz-se inocente das acusações.

Desde outubro de 2020 que a Companhia de Jesus e diferentes organizações religiosas, como a fundação AIS e da sociedade civil se têm mobilizado na Índia e a nível internacional em defesa do padre Swamy e de outros ativistas dos Direitos Humanos.

Um grupo de claretianos, missionários católicos, que trabalha junto das Nações Unidas, lançou em janeiro uma petição, dirigida à Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, a pedir a libertação do padre Stan Swamy, jesuíta Indiano, defensor dos direitos dos povos indígenas.

Em fevereiro de 2021, um grupo de 21 eurodeputados endereçou um apelo ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, para solicitar a libertação do sacerdote.

Na carta, assinada por 21 eurodeputados de vários países, recordavam que o padre Swamy sofre de Parkinson, usa aparelhos para a audição em ambos os ouvidos, foi operado recentemente a uma apendicite, partiu a mão há um ano e precisa de atenção médica e de uma dieta especial por causa da sua idade avançada.

Em abril, o tribunal negou o pedido para que o sacerdote fosse libertado sob fiança tendo a Companhia de Jesus manifestado “consternação” com o caso, que garante não ser isolado, falando mesmo em “erosão da democracia” na Índia.

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