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Censos 2021

INE recebeu 60 mil candidaturas a recenseadores

22 fev, 2021 - 22:44 • Ana Carrilho

Mais de cinco vezes o número de recenseadores que o Instituto Nacional de Estatística precisa para entrevistar toda a população nos Censos 2021 responderam ao convite. A seleção vai ser feita pelas autarquias locais durante o mês de março, tendo em conta os candidatos que melhor se adaptam aos requisitos. E não são poucos.

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Computador, telemóvel, carro, conhecer a zona e não ter dívidas ao Estado. As regras estavam definidas à partida, mas há sempre quem pense que não perde nada em “tentar a sorte”. E se há concelhos em que os candidatos a recenseadores podem ser milhares – como nas grandes áreas urbanas – noutros, mais pequenos e mais dispersos, pode não ser fácil ter o “entrevistador ideal”.

O INE define o perfil: ter no mínimo 18 anos e o 12º ano; competências ao nível da microinformática e Tecnologias de Informação; smartphone ou tablet com ligação à internet, transporte próprio, conhecer bem a zona para onde se candidata, disponibilidade para trabalhar ao fim de semana e ainda, capacidade para estabelecer contactos pessoais, ser simpático, sem esquecer o rigor.

Com estes requisitos já é possível fazer escolhas, mas a participação nos Censos 2021, exige mais. Como vai trabalhar em regime de prestação de serviços, o entrevistador tem de estar coletado nas Finanças ou então, poder recorrer ao Ato Isolado. Tem de estar inscrito na Segurança Social como trabalhador independente ou estar isento e não possuir dívidas ao Fisco ou à Segurança Social.

Os responsáveis pelo processo de recrutamento em cada concelho só chamam para entrevista os candidatos que considerem que melhor podem responder ao trabalho pedido. E só esses irão fazer a formação de dois dias.

O contrato tem a duração de dois meses (de abril a junho) e o recenseador ganha em função do trabalho que apresentar. O INE dá um exemplo: “um recenseador com 600 alojamentos e que termine o trabalho em seis semanas receberá, em média, 1.500 euros”.

Mas os pagamentos estão estabelecidos ao mais ínfimo pormenor: do que ganham pela formação (80 ou 100 euros, conforme residam a menos ou mais de 15 quilómetros do local), à comparticipação para a compra de gel (30 euros), passando, naturalmente pelo pagamento por cada entrevista. Quem despachar a tarefa mais rapidamente, tem um acréscimo de 20%, em 6 semanas; 10%, em sete ou 5%, em 8 semanas.

Os reformados ou pessoas a receber Subsídio de Desemprego, Subsídio Social de Desemprego ou Rendimento Social de Inserção também poderão ser selecionados. Neste caso, durante o período em que estiverem a trabalhar para os Censos, as prestações são suspensas ou reduzidas, dependendo dos montantes.

Censos 2021: mais tecnologia, menos contactos pessoais

A pandemia assim o exige, mas a evolução tecnológica também já mostrava a tendência: os Censos 2021 vão ser realizados, essencialmente, através da internet.

E depois da formação, a partir de 5 de abril, a primeira tarefa dos recenseadores será a de entregar, em todos os alojamentos do país, uma carta com os códigos de acesso à internet para a resposta aos Censos.

Além disso, os entrevistadores devem assegurar que todos as questões têm resposta; prestar os esclarecimentos necessários às pessoas e/ou famílias sobre os Censos; e recolher/confirmar a informação sobre o edifício.

Nos alojamentos em que as respostas não são dadas pela internet, os recenseadores têm também de recolher e registar as respostas. Uma tarefa que se deverá tornar mais frequente e morosa, sobretudo nos locais de população mais envelhecida ou com pouco acesso à internet. Se o contacto presencial não for possível, nomeadamente por questões de saúde pública, está prevista a possibilidade de resposta telefónica.

Finalmente, têm de fazer a validação da informação recolhida, de acordo com as orientações que receberam na Formação.

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