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Gabinete de crise

Costa responsabiliza portugueses pelo controlo da pandemia. "Podemos ter mil casos por dia para a semana"

18 set, 2020 - 14:00 • Fábio Monteiro com Susana Martins

"Não há razões para ter medo, mas não podemos relaxar", avisa primeiro-ministro após reunião de urgência do gabinete de crise. DGS vai apresentar plano de contingência para o outono e inverno na próxima semana.

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A manter-se o ritmo de crescimento de diagnósticos de Covid-19, Portugal chegará “seguramente aos mil novos casos diários na próxima semana", admitiu António Costa, em conferência de imprensa esta sexta-feira, após uma reunião de urgência do gabinete de crise.

A reunião foi convocada ontem pelo primeiro-ministro face ao "contínuo aumento" de infetados em Portugal, no mesmo dia em que se atingiu um pico inédito desde 10 de abril. Logo após a conferência de imprensa de Costa, o novo balanço da DGS indicou que, entre ontem e hoje, foram registados 780 novos casos de infeção, mais 10 do que no dia anterior.

Segundo o primeiro-ministro, o cenário de mais de mil novos casos por dia já na próxima semana não é uma “inevitabilidade”, mas é inegável que o “fator de transmissão está a aumentar”. E deixou um aviso os portugueses: "Agora, o controle da pandemia depende da responsabilidade de cada um de nós."

Mais do que respostas, Costa trouxe da reunião uma série de avisos, alguns dos quais já a pensar no longo prazo. “Seria inimaginável fazer no Natal o que fizemos na Páscoa”, afirmou.

O primeiro-ministro, que assumiu que “o custo social do confinamento foi brutal”, tentou afastar o cenário de uma repetição das medidas de março. “As escolas não podem voltar a fechar. Não podemos continuar a destruir emprego. Não podemos mesmo relaxar”, disse.

Para o primeiro-ministro, é compreensível a “fadiga” dos portugueses perante todas as medidas e constrangimentos a que a pandemia o obrigou. Mas, lembrou, estamos perante uma “maratona”, “não uma corrida de 100 metros”. “A nossa responsabilidade é permanente” e não pode haver uma aligeirar dos cuidados. “A responsabilidade cívica é tão importante agora como em março”, avisou.

António Costa elencou ainda uma lista de “cinco regras” que todos os cidadãos devem cumprir, de modo a conter a propagação do novo coronavírus.

  • usar máscara “o mais possível”
  • manter a higiene regular das mãos
  • respeitar a etiqueta respiratória, ou seja, evitar tossir para cima de outras pessoas
  • cumprir, dentro do possível, o afastamento físico em espaços públicos
  • instalar a aplicação Stayaway, que segundo Costa é "de confiança", pois "tanto garante que alguém infetado possa avisar com quem esteve em contacto “sem se identificar”, como “beneficiar do alerta de alguém”.

Na próxima semana, informou ainda o chefe do Governo, a Direção-Geral da Saúde vai apresentar o plano de contingência para o outono/inverno.

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  • Maria Oliveira
    18 set, 2020 23:44
    É claro que todos temos a responsabilidade do nosso comportamento individual. Mas é também muito claro que o (des)Governo tem grandes tem obrigações, que não cumpre. É necessário ver o filme todo desde o início. Lembram-se do apregoado "milagre" português? Falharam redondamente nos lares de idosos, como também estão a falhar nas escolas. Não há previsão, planeamento, método e regras inteligentes. E agora é o salve-se quem puder... António Costa tem a desfaçatez de proferir estas afirmações como se não tivesse responsabilidade nenhuma!
  • Americo
    18 set, 2020 Leiria 19:28
    Como ? Quem autorizou a festa do avante para garantir apoio do PC para se manter como primeiro-ministro ?
  • 18 set, 2020 19:23
    Isto de METER tudo no mesmo CESTO, começa a tornar-se aborrecido. SEMPRE CUMPRI. Não venham NOVAMENTE obrigar-me a cumprir pelos OUTROS. Tenho visto em Televisões como os JOVENS se comportam. É tudo ao MOLHO. É tudo sem PROTEÇÃO. É festas na CORDOARIA, com copos á mistura. É festas lá para a Capital. É festas por aí fora. Claro que estas FESTAS são ajuntamentos irresponsáveis. Assim, em vês de se dirigir A Portugueses, deverá dirigir-se aos INCUMPRIDORES. Lembram-se dos anos onde os NÃO CUMPRIDORES eram OBRIGADOS a pagar ao ESTADO 30/com uma croa? Estão á espera de quê?.........o acento é grave e não agudo, está bem?
  • Ana
    18 set, 2020 Corroios 16:17
    Isto das máscaras é de um egoismo. Obrigam-nos a usar máscara como se para todos fosse fácil aguentar máscara.Ter a máscara e ficar cheia de dores de cabeça e sentir mau estar a respirar com a máscara é insuportavel. Isto do CV19 com estas medidas que mais fazem lembrar tortura fisica e psicológica não tem lógica nenhuma e não temos um unico politico neste país a defender-nos nos nossos direitos mais básicos como respirar livremente .Em Março a máscara não nos protegia e não fazia falta agora a retórica é que até nos imuniza ( o que é absolutamente ridiculo).Se a máscara era tão necessária para travar a epidemia porque não a usaram logo no inicio? Para poupar máscaras ? Não era mais importante poupar vidas ? Pois se a lógica era evitar o sobrecarregamento dos hospitais e aligeirar a curva epidemiológica porque só se preocuparam em poupar máscaras? O pessoal do hospital precisava mais de máscaras do que de aliviar um pico de cv19 a entrar pelo hospital adentro?Qual é a vossa lógica?Quer dizer que morreram pessoas desnecessariamente por quererem poupar máscaras para o pessoal médico? A lógica da máscara é pura tortura e é uma falsa proteção pois os países que as têm adoptado não ficaram melhor .Devia usar quem quisesse.A Suécia está viva e bem de saúde sem confinamento,sem uso obrigatório de máscara e sem destruir a economia.E quanto aos Media é uma vergonha que em Portugal não haja nenhum meio de comunicação independente ou com outras visões .Tal qual como os partidos.
  • Filipe
    18 set, 2020 évora 16:15
    A família dos políticos genocidas que apanhem o vírus primeiro . Criticaram o Trump e Bolsonaro e agora estes em Portugal querem mais do mesmo .