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Fátima. Bispo emérito de Santarém apela ao perdão e à humildade

13 set, 2020 - 13:39 • Teresa Paula Costa

Na homilia da peregrinação, D. Manuel Pelino afirmou que a memória das ofensas corrompe a relação na comunidade, enquanto que o perdão nos aproxima de Deus.

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O bispo emérito de Santarém, D. Manuel Pelino, apelou, este domingo, ao perdão. Na homilía da peregrinação de setembro, nesta manhã de domingo, o bispo defendeu que “o perdão tem de estar sempre presente porque as ofensas, as palavras e atitudes que magoam, as vaidades e invejas que dividem e o azedume das más disposições estão enraizados no coração humano e residem permanentemente na comunidade, como residem na família, nos grupos e na sociedade em geral.”

Considerando que “a memória das ofensas, quando conservada e alimentada e, muitas vezes, avolumada pela autorreferencialidade, corrompe a boa relação na comunidade, pois dá origem a críticas, suspeitas e rejeição”, D. Manuel Pelino acrescentou que “para alcançar a união fraterna e para que os cristãos vivam ‘como se tivessem um só coração e uma só alma’ é fundamental o perdão constante.”

A importância da humildade

Mas “não é só o meu irmão que me ofende”, alertou o bispo. “Sou também eu que ofendo o meu irmão”, lembrou. Por isso, “devemo-nos apresentar humildes, conscientes da nossa imperfeição e com o propósito de progredir mais decididamente na caridade e na disposição de perdoar também a quem nos ofendeu.”

“O perdão”, adiantou ainda D. Manuel Pelino, “alicerça a convivência fraterna na comunidade e aproxima-nos de Deus, ajudando-nos a amar como Ele nos ama.”

Nossa Senhora indica o caminho

Em Fátima, onde, segundo os relatos da época, a 13 de setembro de 1917, entre 20 a 30 mil pessoas se concentravam pela primeira vez para assistir à quinta aparição de Nossa Senhora aos pastorinhos, o bispo emérito de Santarém destacou ainda o papel de Maria.

“Nossa Senhora concretiza para nós a pedagogia para alicerçar a vida comunitária no acolhimento, no perdão, na solidariedade e na paz”, defendeu o bispo emérito, pois “ela apresenta-se como serva humilde, disponível, atenta aos mais frágeis e vai ao encontro dos que precisam de atenção e ajuda.”

Lembrando a mensagem que veio trazer-nos a Fátima, através dos três pastorinhos, D. Manuel Pelino pediu aos peregrinos que escutem “o seu apelo à oração e à penitência pela concórdia e pela paz” e aprendam “no seu exemplo a edificar a vida comunitária e a construir a paz e a reconciliação pelo perdão e pela misericórdia.”

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