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Polícias despedidos por gozar com a morte de negro que morreu sufocado

03 jul, 2020 - 23:39 • Filipe d'Avillez com Reuters

Elijah McClain morreu em agosto de 2019 quando foi imobilizado pela polícia, com um movimento que o impedia de respirar. Os agentes em questão publicaram fotografias a recriar o momento, por diversão.

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Três polícias do Estado do Colorado foram despedidos esta sexta-feira depois de terem sido divulgadas fotografias em que surgiam a gozar com a morte de um jovem negro.

Elijah McClain, de 19 anos, foi intercetado pela polícia em agosto de 2019 em Denver, por estar a “agir de forma suspeita”. Durante o incidente os polícias imobilizaram-no, apertando-lhe a garganta. Nas gravações áudio pode-se ouvir McClain a dizer que não consegue respirar.

Os paramédicos foram chamados ao local e administraram um sedativo, cetamina, depois do qual entrou em paragem cardíaca, vindo a morrer dias depois.

Agora foram divulgadas fotografias de quatro polícias a recriar o incidente, por gozo. Uma das fotografias foi enviada a um dos agentes envolvido na imobilização de McClain, que respondeu “HaHa”.

Três dos agentes, dois dos que surgiram na fotografia e o que respondeu com risos, foram despedidos pela polícia, com a chefe da divisão de Denver a descrever os seus atos como repreensíveis e dizendo que estava “enojada até à medula”. Um quarto polícia, um dos que encenou a fotografia, despediu-se antes de ser despedido.

O incidente surge numa altura particularmente sensível para as questões raciais nos Estados Unidos, depois de outro negro, George Floyd, ter morrido em condições semelhantes. As imagens da morte de Goerge Floyd, imobilizado por um polícia que que se ajoelhou em cima da sua garganta, tornaram-se virais e levaram a protestos em massa que persistem, em menor grau, até hoje.

A morte de McClain acabou por não ser investigada pelas autoridades, depois de a autópsia ter revelado que tinha morrido por causas indeterminadas, mas o governador do Colorado, Jared Polis, nomeou um procurador especial para rever o caso, que pode ainda vir a ser alvo de processo judicial.

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