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Maioria das empresas perde quase metade das encomendas no pós-pandemia, revela estudo da CIP e ISCTE

30 jun, 2020 - 19:37 • Ana Carrilho

Para três quartos das empresas que responderam ao inquérito da CIP, em parceria com o ISCTE, as vendas caíram quase metade e os prazos de pagamento/recebimento aumentaram. Na primeira quinzena de junho aumentou o número de empresas que ainda não tinha recorrido ao lay-off simplificado, mas que ainda admitia fazê-lo. Resultados do 7.º inquérito “Sinais Vitais”.

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Para 58% das 561 empresas que responderam ao inquérito sobre as compras e vendas no pós-estado de emergência, no âmbito do estudo “Sinais Vitais”, da CIP, em parceria com o ISCTE, as suas encomendas em carteira tinham caído 45% (em média) em relação a 1 de junho do ano passado. 16% conseguiram manter o mesmo nível e, para 5%, as encomendas aumentaram significativamente: mais de um terço, em média.

Boa parte destas empresas pertence ao setor industrial e Pedro Dionísio, professor universitário do Marketing FutureCast Lab, do ISCTE, alerta que nos próximos tempos vão ter, naturalmente, uma quebra acentuada no volume de negócios.

Mas para João Almeida Lopes, presidente da APIFARMA e vice-presidente da CIP- Confederação Empresarial de Portugal-, que esteve na conferência de imprensa em que foi apresentado o estudo, há empresas de outros setores, nomeadamente comércio e serviços, que também registam quebras nas encomendas. “E só daqui a algum tempo é que poderemos ver os danos, com maior profundidade”.

Outro dado referido no relatório é o aumento de empresas (de 7%, a 1 de junho, para 10%, no dia 15) que ainda não tinha recorrido ao lay-off simplificado, mas que admitia vir a fazê-lo. O prazo termina esta terça-feira e as que aderirem podem usar este mecanismo durante três meses. É o que poderá ocorrer com algumas empresas que revelaram maiores quedas nas encomendas.

Quase dois terços das empresas que participaram neste inquérito já estão em laboração plena e um terço, parcialmente. Só uma percentagem marginal (3%) está ainda encerrada.

Mais de 70% das empresas não teve qualquer dificuldade em adquirir os produtos ou serviços quando retomaram a atividade, mas para 29% houve dificuldades que acabaram por afetar as vendas de maio em 32%. 80% dos fornecedores mantiveram os prazos de pagamento, mas os outros aumentaram, em média, 34 dias.

Para três quartos das inquiridas as vendas caíram, em média, quase metade em relação à mesma altura do ano passado. Mas para 7%, que se centraram nas necessidades básicas e atuais, as vendas cresceram significativamente, acima dos 30%.

Um quarto manteve os clientes habituais, enquanto as restantes conseguiram novos clientes que lhes garantiram, em média, 15% das vendas de maio.

A adesão aos novos canais digitais ainda é quase residual, mas foi uma aposta ganha para os 8% de empresas que apostaram neles: as vendas aumentaram, em média, 54%.

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