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Ranking das escolas 2019

Pela primeira vez não há escolas públicas no top 30 do secundário

27 jun, 2020 - 00:00 • Fátima Casanova

O Colégio Nossa Senhora do Rosário lidera o ranking das escolas pelo sexto ano consecutivo. A média das notas dos exames voltou a aumentar. Pela primeira vez, todas as instituições do top 10 têm média superior a 14 valores.

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As médias das notas dos exames subiram pelo segundo ano consecutivo, de acordo com o ranking das escolas 2019 divulgado este sábado.

À semelhança do que aconteceu em 2015 e 2018, também no ano passado o melhor colégio do ranking, o Nossa Senhora do Rosário, no Porto, conseguiu ultrapassar a barreira dos 15 valores de média nos exames. Foi o único a alcançar tal proeza, com uma média de 15,47 valores, numa escala de 0 a 20, mais 17 décimas do que no ano anterior.

Também em 2019 aumentou, de sete para 11, o número de instituições que conseguiram ter uma média superior a 14 valores. De resto, este é um recorde desde que o Ministério da Educação começou a disponibilizar as notas dos exames, em 2001.

Há outra novidade, mas pela negativa. Pela primeira vez, não há nenhuma escola pública entre as 30 primeiras, quando no ranking de 2018 eram duas.

A primeira pública aparece agora no lugar 34. A Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra, apesar de ter melhorado a média de 12,55 para 12,76, caiu do 27.º lugar, mas mantém o título de melhor pública.

No ranking de 2019, os lugares cimeiros já não trazem grandes surpresas, com praticamente os mesmos colégios a trocarem de lugar entre si, mas mantendo uma presença constante no Top 10.

De assinalar o regresso do Colégio Sagrado Coração de Maria, em Lisboa, à lista dos dez melhores, onde não marcava presença desde 2015 (5.º lugar). O grande destaque vai, no entanto, para o Colégio Nª Sra. da Assunção, em Aveiro, que pela primeira vez consegue um lugar no Top 10,

Num ano em que as médias melhoraram, as escolas públicas deixaram de ter lugar entre as 30 melhores, o que acontece pela primeira vez desde que são publicados os rankings, há 19 anos.

Na tabela referente a 2019, agora conhecida, a primeira aparece no 34.º lugar e repete o título de melhor escola pública. Trata-se da Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra, com uma média de 12,76 valores - em 2018 estava em 27.º lugar, com uma média de 12,55 valores.

Para o segundo lugar trepou a Secundária Alves Martins, em Viseu (8.ª em 2018).

No terceiro lugar deste ranking do secundário, mas só das escolas públicas, está a Clara de Resende, no Porto, - 2.ª em 2018 e 3.ª em 2017). Esta escola está em 39.º lugar do ranking geral, com 12,44 valores de média.

Para a elaboração deste ranking, a Renascença considerou apenas as 508 escolas onde se realizaram mais de 100 exames no conjunto dos oito mais concorridos (Matemática A, Matemática aplicada às Ciências Sociais, Português, Biologia e Geologia, Física e Química, História, Filosofia e Geografia), tendo por base dados divulgados pelo Ministério da Educação.

Há 34 escolas onde, pelo menos, 50% dos alunos do 12º ano têm o apoio do Estado


De acordo com os dados de contexto disponibilizados pelo Ministério da Educação, a grande maioria das 34 escolas onde metade ou mais dos alunos recebe o apoio da Ação Social Escolar fica na região Norte (27), cinco distribuem-se pela região Centro e duas estão no Alentejo.

Comum a estas escolas é a baixa escolaridade, especialmente dos pais, que, em média, não vai além de sete anos de ensino.

Apesar dos dados de contexto desfavorável, em todas estas escolas a taxa de conclusão do 12.º ano foi superior a 50%, tendo em quatro sido superior a 90%.

De notar que o concelho S. João da Pesqueira foi o que mais puxou pelos alunos do ensino secundário, comparando com a média nacional. 16,2% é a diferença entre os percursos de sucesso (sem chumbos nos três anos de estudos), dos alunos deste concelho (48,5%), e os restantes alunos do país com um nível escolar semelhante à entrada do 10.º ano.

Mais de 80% das secundárias com média positiva

Pelo segundo ano consecutivo, subiram as médias e, pela primeira vez, todas as instituições do Top 10 têm médias acima dos 14 valores, situação bem diferente de 2013, quando nenhuma escola conseguiu atingir esse patamar.

Quanto às escolas públicas, também pela primeira vez, as dez primeiras conseguiram ultrapassar a meta dos 12 valores de média. O ano passado foram oito e em 2017 tinham sido só quatro.

Com médias mais altas, diminuíram as escolas com média negativa nos exames nacionais do ensino secundário. Representaram 19,68% das 626 escolas. Trata-se de uma recuperação ligeira face a 2018, quando 21% das escolas tinham tido média abaixo dos 9,5 valores (no secundário a nota positiva conta a partir de 9,5 valores).

A barreira de 80% de escolas com média positiva nos exames nacionais voltou, assim, a ser ultrapassada, o que não acontecia desde 2016.

Por comparação com 2013, considerado um "ano negro", o número de escolas com média positiva nos exames nacionais quase triplicou: passou de 194 para 502.

Sobe a taxa de conclusão do 12.º ano

Em 2019 voltou a subir o número de estabelecimentos de ensino com taxas de conclusão no 12.º ano iguais ou superiores a 80% e, pela primeira vez, foi ultrapassada a barreira da centena: 112 escolas tiveram taxas de conclusão iguais ou superiores a esse valor, mais 18 do que no ano anterior e quase o dobro face a 2017.

Dezoito escolas conseguiram, mesmo, uma taxa de conclusão igual ou superior a 90% e houve uma - a Escola Escalada, em Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra - que conseguiu que todos os seus alunos passassem, mas aqui apenas foram feitos 28 exames.

Só em 15 escolas é que mais de metade dos alunos reprovaram no 12.º ano. É o valor mais baixo dos últimos quatro anos. Estão praticamente todas na área metropolitana de Lisboa, exceto uma, que é do distrito de Beja.

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  • Petervlg
    29 jun, 2020 Trofa 09:06
    Voltamos ao mesmo, não comparem o incomparável. O estado que obriguem os do ensino privado, a fazer os exames nacionais, em escolas publicas e veem os resultados dos privadas a cair abruptamente.
  • Augusto
    27 jun, 2020 Lisboa 15:15
    Puro NEGOCIO, nada tem a ver com ensino.