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Aumenta para cinco o número de mortos nos protestos nos Estados Unidos

31 mai, 2020 - 16:08 • Filipe d'Avillez

Manifestantes em todo o país, e até no estrangeiro, têm protestado contra a morte de George Floyd às mãos de polícias em Minneapolis. Há pelo menos quatro mortos, mas o número pode ser maior.

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Protestos violentos prosseguem nos Estados Unidos. Há centenas de detidos e duas mortes
Protestos violentos prosseguem nos Estados Unidos. Há centenas de detidos e duas mortes

Pelo menos cinco pessoas já morreram na sequência dos protestos que irromperam nos Estados Unidos por causa da morte de George Floyd, que foi asfixiado enquanto era detido por polícias.

A morte de Floyd, que foi filmada por transeuntes, causou grande revolta, levando a protestos que começaram por ser pacíficos, mas rapidamente se tornaram violentos enquanto espalhavam por vários pontos do país.

Fora dos Estados Unidos também tem havido protestos, em cidades como Londres e Berlim, embora sem violência.

A primeira morte a registar ligada aos protestos americanos foi de Calvin Horton, baleado na madrugada de sexta-feira pelo dono de uma loja que acabara de ser pilhada. O dono da loja, que foi detido, terá considerado que Horton tinha participado na destruição da loja e disparou sobre ele, matando-o.

Outro homem foi baleado no seu carro, em Detroit, quando o trânsito esteve parado por causa dos manifestantes. Não se sabe porque é que a vítima, de 21 anos, foi assassinada, mas a polícia suspeita que possa ter sido morto por alguém que o conhecia e que aproveitou a confusão.

Um terceiro homem morreu na madrugada de sábado quando foi esmagado por um carro que tentava escapar aos manifestantes que estavam a vandalizar outros automóveis.

Este domingo morreu um manifestante quando alguém disparou para uma multidão de pessoas que protestavam, atingindo mortalmente a vítima. Não se conhece ainda a identidade nem a motivação do autor dos disparos.

Por fim, este domingo a polícia de Minneapolis anunciou que encontrou o cadáver de um homem junto a um carro que tinha sido incendiado por manifestantes. O corpo do homem, que ainda não foi identificado, estava a alguns metros do veículo e com sinais de agressão.

Para além destas cinco mortes confirmadas há ainda duas possíveis mortes ligadas aos protestos. Uma envolve um segurança privado que foi baleado à porta de um tribunal e outra poderá envolver o dono de uma loja que saiu para confrontar manifestantes que estavam a pilhar o seu estabelecimento. Em imagens que circulam nas redes sociais vê-se um homem a correr para a rua e a gritar, armado com uma espada. Os manifestantes começam por fugir mas em certo momento – a câmara não capta – o alegado dono da loja cai ao chão e é atacado por manifestantes. O autor das filmagens aproxima-se enquanto o homem continua a ser pontapeado, antes de os agressores se afastarem deixando a vítima deitada no chão, sem reação. O autor das imagens comenta, chocado, que o homem está morto. Esta morte, contudo, ainda não foi confirmada pelas autoridades.

Trump não invoca controlo da Guarda Nacional

Perante o aumento dos protestos, a Casa Branca já anunciou que não pretende assumir o controlo da Guarda Nacional para tentar pôr cobro à situação.

O Governo Federal pode fazê-lo, mas pretende, por enquanto, ajudar os governadores dos estados, e presidentes de câmara das diferentes cidades onde está a ocorrer a violência, a lidar com a situação, dizendo que tem mais meios para poder pôr à disposição das autoridades.

A Guarda Nacional disse numa declaração que tem 5.000 soldados e aviadores em ação, em 15 estados diferentes, e ainda na cidade de Washington, mas que estes continuam sob a autoridade das forças estaduais.

Outros dois mil Guardas Nacionais estão prontos a entrar em ação se for necessário, diz a declaração.

Em todo o país aumenta o número de feridos e detidos. Só no Estado de Nova Iorque, e só na noite de sábado, foram detidas 345 pessoas e 33 agentes policiais ficaram feridos.

[Notícia atualizada às 17h06]

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