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Covid-19

Coronavírus: Tech4covid e Rooms against Covid arranjam alojamentos para os profissionais de saúde

02 abr, 2020 - 22:22 • Ana Carrilho

Quase quinhentos alojamentos já estão ocupados e há cerca de cem disponíveis. Diariamente, trinta a quarenta profissionais fazem uma reserva.

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Milhares de profissionais de saúde estão mobilizados para o combate à covid-19 em todo o país, mas sobretudo nas grandes regiões de Lisboa e Porto. Para proteger a família, fazem o sacrifício de ficar fora de casa, pelo menos, algumas semanas. Estão na frente de batalha e para os ajudar, surgiram plataformas digitais que fazem o encontro das ofertas de alojamento e das necessidades manifestadas por médicos, enfermeiros, auxiliares e outros profissionais de saúde que, por estes dias e ao contrário do que é recomendado à população em geral, não podem ficar em casa. A hotelaria e alojamento local respondem na Tech4covi e Rooms Against Covid.

Seis hotéis em Lisboa já estão a receber profissionais de saúde e outros quarenta estão prontos para entrar em funcionamento. À AHP – Associação da Hotelaria de Portugal – os pedidos chegam diretamente dos centros hospitalares e da Tech4covid , diz a Secretária Geral, Cristina Siza Vieira. Em breve, também estarão disponíveis hotéis no Porto.

Lisboa e Porto são as duas principais zonas de procura de alojamentos, por parte de médicos, enfermeiros, auxiliares e outros profissionais da área da saúde. Além dos quartos de hotel estão disponíveis centenas de casas, de alojamento local na “Rooms against covid”, um projeto que se autonomizou da Tech4covid. Neste caso, o parceiro é a ALEP – Alojamento Local em Portugal e o seu presidente, Eduardo Miranda, também já apelou a que as unidades de saúde contactem diretamente a plataforma porque “sabem melhor que ninguém as necessidades e os casos que devem ser priorizados”.

Quase quinhentos alojamentos já estão ocupados e há cerca de cem disponíveis. Diariamente, trinta a quarenta profissionais fazem uma reserva. As casas disponibilizadas já ultrapassam o milhar, embora algumas não possam ser aceites devido à localização, fora da área onde se centram as necessidades. Mas são precisas muitas mais e sobretudo nas zonas dos hospitais de referência para a covid-19: Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Faro e Funchal.

Cada pessoa ocupa a casa por catorze dias mas pode renovar e ir até vinte e oito. Se a necessidade persistir – o que deverá ser cada vez mais frequente com a evolução da pandemia – a organização vê se o alojamento continua vago; se não, arranja outro.

Para que não faltem casas há uma equipa de voluntários que, diz Eduardo Miranda, “anda literalmente à caça 24h por dia”. E que também atende os pedidos dos muitos que estão na frente de batalha à covid-19. Quantas vezes, a precisar tanto de um alojamento quanto de uma palavra de conforto ou de um abraço, ainda que virtual.

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