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Coronavírus

Quando crise passar, "sociedade vai ter de debater" Governo de salvação nacional, diz Rio

29 mar, 2020 - 21:49 • Carlos Calaveiras

Líder do PSD também defende que, "se nada mudar até 2 de abril", dia em que expira o atual decreto do estado de emergência, a medida excecional "tem de ser renovada".

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O presidente do PSD, Rui Rio, diz que discutir agora a criação de um eventual Governo de salvação nacional "não é a prioridade", mas admite que, ultrapassados os problemas imediatos causados pela pandemia de Covid-19, "a sociedade vai ter de debater" essa possibilidade.

"Quando vier a economia para o primeiro lugar, então estou convencido de que a sociedade portuguesa vai ter de debater efetivamente a composição de um Governo de salvação nacional. O Governo que vier - pode ser o mesmo, como é lógico - vai ser sempre de salvação nacional", declarou em entrevista à RTP este domingo.

No entanto, de acordo com o líder social-democrata, "neste momento a prioridade não é pensar sobre isto", porque se coloca "a parte sanitária em primeiro lugar".

"Portanto, vai fazer sentido pensar nisso [um Governo de salvação nacional]. Agora estar a mandar, desculpe-me o termo, umas bocas sobre isso - o que possa pensar, ou o que não pensei -, nem vou pensar nisso tão cedo, com prós e contras e seja o que for, porque não deve estar nenhum português lá em casa, dos dez milhões de portugueses, a pensar minimamente nisso. E eu acho que nós também não nos devemos preocupar minimamente com isso. Lá chegará o tempo", reforçou.

Na mesma entrevista, o líder do PSD referiu "falhas" na gestão da pandemia até agora, mas disse esperar que o Governo esteja “a fazer o que pode e o que não pode” para combater o novo coronavírus.

Rio considera que “a maior falha é a proteção dos profissionais de saúde”, reforçando que a prioridade deve ser protegê-los, bem como aos idosos.

"Houve também falhas nos lares de idosos, quem temos de proteger mais. Temos de conseguir mais testes, mais ventiladores”, destaca o social-democrata. Ainda assim, refere: “Quero acreditar que o Governo está a fazer o que pode o que não pode".

Na mesma entrevista, o líder social-democrata deixou um apelo aos portugueses, para que "continuem a cumprir" as regras e orientações das autoridades. Só assim "vamos ganhar", com "o mínimo de baixas possíveis" e evitando "uma situaçaõ como a de Espanha ou Itália", refere Rio.

"Se nada mudar, estado de emergência tem de ser prolongado"

Como já tinha feito no dia em que o Parlamento aprovou a declaração do estado de emergência, Rio repetiu que não quer fazer oposição ao Governo neste momento.

“Devemos ser todos oposição ao vírus”, referiu, adiantando que, na sua opinião, “teria sido melhor se tivéssemos sido mais rápidos a declarar o estado de emergência”.

Sobre a medida excecional, decretada a 18 de março e cujo prazo termina a 2 de abril, o líder do PSD defende que, "se nada mudar até quinta-feira, é óbvio que tem de ser prolongado".

Este domingo, o conselheiro de Estado Marques Mendes já tinha referido que o estado de emergência deverá ser prorrogado a 2 de abril e possivelmente "mais duas ou três vezes" depois disso.

Apesar de reconhecer que a missão do atual executivo não é fácil, Rio deixa um aviso a António Costa: "O país cairá em cima do Governo pelas falhas que houver" na resposta à pandemia de Covid-19.

Sobre o futuro, o líder do PSD defende que vai ser necessário "gastar e gastar muito" para ajudar pessoas e empresas. Apesar disso, deixa o alerta: “Tem de ser gasto, mas que não se entre na loucura de dar e dar porque lá à frente vamos pagar.”

E aqui, o presidente laranja pisca o olho à solidariedade europeia: “A margem que temos é a da União Europeia.”

Declarações "repugnantes" e de "mesquinhez recorrente". Costa critica ministro holandês
Declarações "repugnantes" e de "mesquinhez recorrente". Costa critica ministro holandês

Nesta entrevista, Rio também se alinhou com Costa e Marcelo nas críticas ao ministro holandês das Finanças --“O que disse não é aceitável” -- e reforça que “se aqui [com uma pandemia] não conseguimos ser solidários, a Europa terá problemas”.

Sobre os coronabonds, Rui Rio considera que “a Europa tem de fazer emissão de dívida", embora não saiba "em que modalidade".

O presidente do PSD não tem dúvidas: “Vai haver orçamentos suplementares, é absolutamente inevitável”, mas não vai “passar cheques em branco”, apesar de os “querer viabilizar”.

A finalizar a entrevista na RTP, os dois receios de Rio: “Medo que isto dispare como em Espanha e Itália” e, por isso, “faço um apelo aso portugueses para cumprirem” as regras de confinamento; e que depois na retoma, tem de se “acertar nas medidas”.

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