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Portugal compromete-se a ajudar organizações que promovem o aborto no estrangeiro

22 fev, 2017 - 12:55 • Filipe d'Avillez

O programa “She Decides” foi lançado pelo governo holandês em resposta ao corte de financiamento americano para organizações não-governamentais que promovem ou praticam abortos.

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O Governo português anunciou esta quarta-feira que se compromete a colaborar com uma iniciativa do Governo holandês para ajudar financeiramente organizações não-governamentais que promovem ou praticam o aborto em países em desenvolvimento.

A iniciativa chama-se “She Decides” [Ela Decide] e surgiu por iniciativa da ministra holandesa Lilianne Ploumen, como resposta ao corte de financiamento destas organizações por parte do Governo americano desde a tomada de posse do Presidente Donald Trump.

Numa nota divulgada hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, informa-se que “o Governo português, através da secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, informou as autoridades holandesas do seu apoio à iniciativa global "She Decides”.

De acordo com o comunicado, “esta iniciativa foi recentemente lançada pelo Governo holandês para reforçar fontes de financiamento alternativas para organizações internacionais e não-governamentais que trabalhem na área do planeamento familiar em países em vias de desenvolvimento”.

Embora o comunicado do Ministério nunca refira o termo, o site da “She Decides” deixa bem claro que a iniciativa é uma resposta ao corte de financiamento de organizações que promovem ou praticam o aborto no contexto do seu trabalho em países em desenvolvimento. “She Decides incluirá contribuições de governos, do sector privado, de organizações não-governamentais e de cidadãos para iniciativas em curso que melhorem o acesso a contraceptivos que salvam vidas, planeamento familiar, educação sexual e/ou aborto seguro”, diz o site.

O site cita números e dados fornecidos pela Marie Stopes International e a Guttmacher Institute, sobre os alegados efeitos da política norte-americana. A Guttmacher Institute diz no seu site que “apoia políticas que promovam o acesso a serviços de aborto seguro em todo o mundo, inclusivamente através de programas de ajuda externa americana” e a Marie Stopes International está directamente envolvida na prática de abortos em países em todo o mundo, descrevendo o aborto como estando “no cerne” da sua missão.

A “She Decides”, como o nome indica, está unicamente voltada para o papel da mulher e em lado algum fala da necessidade de promover a paternidade responsável entre a população masculina.

O comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros termina recordando que Portugal “tem um registo sólido de cooperação para o desenvolvimento em áreas como a saúde materno-infantil, sexual e reprodutiva, estando o Governo a analisar possibilidades de reforçar apoios concedidos a organizações internacionais e não-governamentais que operam nestes domínios”.

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  • João Lopes
    03 mar, 2017 Viseu 16:03
    Abortar é matar violentamente nascituros indefesos e inocentes. São seres humanos eliminados silenciosamente na barriga de suas mães, e estas levarão sempre no coração a dolorosa cicatriz causada por tal decisão. Apoiar organizações que promovem ou praticam o aborto é ser conivente no crime…
  • AS
    24 fev, 2017 4480 VC 22:46
    Isto brada aos céus, à terra e ao mar! Mas está na lógica da ideologia reinante ditatorialmente imposta à Nação. Aqui vai meu veemente protesto contra mais um atentado da despudorada maioria esquerdista que domina o poder em "geringonça" trivial e altamente perigosa! Só não concordo absolutamente com a referência ofensiva e injusta contra a Igreja Católica por parte do comentarista Ceifador Atento - quando a Igreja tem sido a maior lutadora pela vida , contra a actual "cultura de morte" que nos invadiu...Mas não vejo quem fará uma revolução a sério, para libertar o Povo das garras dos actuais "donos disto tudo", pois os barulhentos revolucionários estão todos lá entro da "geringonça"!
  • Paulo Lisboa
    23 fev, 2017 Lisboa 23:41
    Eu pensava que o dinheiro dos contribuintes portugueses era para ser gasto em Portugal, sobretudo tendo em conta que ainda há imensas carências em Portugal.
  • RODRIGO
    23 fev, 2017 LISBOA 18:22
    Vão mas é gastar dinheiro em coisas importantes!!! Sempre a distribuir o dinheiro dos outros...
  • Cláudio Anaia
    23 fev, 2017 Barreiro 15:15
    Existem pessoas no governo de Portugal que não passam de energúmenos com um funcionamento intelectual (funções cognitivas) situado abaixo da média.
  • Ceifador Atento
    23 fev, 2017 Taquáras 00:35
    Pelos meios que este espaço de comentário me oferece, apresento publicamente o meu veemente protesto, pedindo que os portugueses se levantem contra esta decisão do Governo Português, em pagar a promoção do aborto entre povos menos favorecidos. Esta atitude tem por objectivo, agradar à elite maçónica, que pretende reduzir a população mundial a um terço da existente, até ao ano de 2060. Peço também ao Presidente da República que interfira junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros formal e informalmente, para que tal opção seja corrigida atempadamente. À anestesiada, e pecadora Igreja Católica, soplico que denuncie tal atitude, e alerte os fieis para o destino de sangue dos seus impostos.
  • agostinho v couto
    22 fev, 2017 usa 23:49
    Enfim so mesmo esta ,,girigoncada de ,,esquerdistas radicais e que podia fazer isto ,,lamentavel ,,agora vao mandar ,,dinheiro e material para os ,,carniceiros ,matarem sem do nem piedade ,,vidas humanas ,,indefesas , e ainda por cima com dinheiro dos impostos dos portugueses ,,,criminosos ,,desumanos irracionais e isto que podemos chamar a este tipo de gente que ,,triste e infelizmente e,,fruto dum assalto ao poder ,,estao hoje a frente da nossa ,,qurida patria ,,para nos fazer ,,corar de vergonha com atitudes destas como disse ,,JESUS CRISTO quando o pregaram na cruz ,,perdoa-lhes PAI porque nao sabem o que fazem ,,,,,,sao muitissimo mais ,,piores que tristes ,,,uma ,,verdadeira ,,,vergonha para o pais
  • Joaqum Santos
    22 fev, 2017 Tojal 20:03
    O Governo português anunciou esta quarta-feira que se compromete a colaborar com uma iniciativa do Governo holandês para ajudar financeiramente organizações não-governamentais que promovem ou praticam o aborto em países em desenvolvimento. Em Portugal não precisa de financiar abortos, basta reduzir os obstetras de serviço, como se viu à dias.
  • Joaquim Iopes Galvão
    22 fev, 2017 Lisboa 17:48
    Apresento publicamente o meu protesto pedindo que esta decisão do Governo Português seja submetida a apreciação do PR uma vez que envolverá custos que devem ser relacionados com o SNS português e por isso verbas que sairão dos impostos de todos nós. Protesto desta forma veementemente contra o facto de o que se segue seja noticiado como dado consumado: …”O Governo português anunciou esta quarta-feira que se compromete a colaborar com uma iniciativa do Governo holandês para ajudar financeiramente organizações não-governamentais que promovem ou praticam o aborto em países em desenvolvimento. Numa nota “o Governo português, através da secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, informou as autoridades holandesas do seu apoio à iniciativa global "She Decides”. De acordo com o comunicado, “esta iniciativa foi recentemente lançada pelo Governo holandês para reforçar fontes de financiamento alternativas para organizações internacionais e não-governamentais que trabalhem na área do planeamento familiar em países em vias de desenvolvimento”. Embora o comunicado do Ministério nunca refira o termo, o site da “She Decides” deixa bem claro que a iniciativa é uma resposta ao corte de financiamento de organizações que promovem ou praticam o aborto... . Peço ao Presidente da República e Tribunais que se reveja esta decisão do Governo Português no sentido da justiça social sem permitir custos e gastos do SNS ou outro pago pelos portugueses. Joaquim Lopes Galvão