O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
Reportagem vídeo

Central nuclear de Almaraz: uma "bomba atómica" na margem do Tejo

26 abr, 2016 - 06:30 • Dina Soares , Joana Bourgard , Rodrigo Machado (infografia)

A+ / A-
Central nuclear de Almaraz: uma "bomba atómica" na margem do Tejo
Central nuclear de Almaraz: uma "bomba atómica" na margem do Tejo

A central nuclear de Almaraz, a mais antiga de Espanha ainda em laboração, devia ter fechado em 2010. O governo espanhol prolongou-lhe a vida até 2020, mas as empresas accionistas pretendem que a licença seja renovada por mais 10 anos.

Nos dois lados da fronteira são cada vez mais as vozes que denunciam os riscos associados a uma central fora de prazo e que já sofreu mais de 2.500 avarias. Só este ano, já teve que parar duas vezes devido a problemas técnicos que nunca ficaram totalmente esclarecidos.

Portugal está na linha da frente, em caso de acidente, mas o Governo português pouca informação parece ter sobre o que se passa aqui ao lado.

Trinta anos depois do acidente de Chernobyl, a Renascença visitou a central nuclear de Almaraz.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Indignada
    23 mar, 2017 Fig da Foz 18:45
    Este assunto, assim como outros, são a prova provada da mentalidade de carneirada existente nos meios de comunicação nacionais e em demasiados portugueses. Razão pela qual, considero que o sistema de ensino em Portugal, não ensina a pensar, a reflectir, a estudar e a objectivar Ou seja, a estupidez devia ter limites..., e constato que não tem! Pena que a RR vai na onda! Como podem dar voz a uma cambada de acéfalos, cujo único objectivo é darem nas vistas? Ainda não perceberam que se a central nuclear em causa fosse um perigo, o governo espanhol, os técnicos e madrilenos seriam os primeiros a impedir o seu funcionamento? Ou estão esquecidos de que Almaraz está mais próxima de Madrid do que de Lisboa, que a população espanhola atingida é muito maior, e que as águas "contaminadas" antes de cá chegarem, contaminariam terreno espanhol? Em suma, eles seriam os primeiros prejudicados! E querem-no ser, são estúpidos? Deixem de ser servos da malta vermelha, armada em protectora da Natureza, ao mesmo tempo que defendem a matança dos Inocentes=aborto e a eutanásia, além de regimes como o que tinha Chernobyl, lembram-se? Se tivessem um pingo de DIGNIDADE, estariam mais preocupados com a realidade nacional, caso da elevada corrupção, democráticas falências e roubos bancários, elevado endividamento, emigração e desemprego, estagnação económica e terrorismo na Europa que cá pode chegar...ou estas realidades não interessam?
  • rosinda
    21 fev, 2017 palmela 20:04
    o jose cid tambem tem razao isto pode se tranformar um chernobyl!
  • Horacio
    21 fev, 2017 Lisboa 13:31
    A energia nuclear como tudo na vida tem negativos e positivos . O problema é que os negativos são terríveis . A questão neste caso é a idade desta central e com isso vem certamente tecnologia já ultrapassada. Não sei se Portugal beneficia de alguma forma de ter uma central nuclear perto de si ,sem ter retorno financeiro ou controle sobre o funcionamento do mesmo .mas a verdade é que a central está em Espanha e são eles que decidem . A única coisa que deve ser feita e pressão para que todas as normas de segurança sejam cumpridas . E conseguir garantias que o uso desta usina na seja em perpetuidade . Talvez até 2015 mas não mais.
  • António Silva
    01 fev, 2017 Castelo Branco 20:14
    Faço um apelo a todas as pessoas que querem opinar sobre este assunto (jornalistas incluídos) que estudem devidamente o tema evitando assim tanta falta de rigor e objectividade. Desde logo, se grande parte da electricidade produzida fosse nuclear (como na maioria dos países industrializados) teríamos custos muito mais baixos, o CO2 libertado por essa energia seria 0 (zero!), não produziríamos os perigosos poluentes libertados pelas centrais de combustíveis fósseis e que são responsáveis por milhões de mortos em todo o mundo, etc., etc.. Quanto aos inconvenientes desta energia, resumem-se à perigosidade dos resíduos e segurança. dos combustíveis fósseis são extremamente nefastos para o meio ambiente e sem qualquer forma de monitorização. Quanto à segurança, trata-se de mais um exemplo de exploração do medo pelo medo com muita demagogia à mistura. A energia nuclear tem demonstrado ao longo de muitas décadas a sua segurança. As únicas mortes registadas até hoje foram as que aconteceram em Chernobyl devido a um conjunto de factores impossíveis de acontecerem nos países ocidentais. Quanto a Fuckushima, apesar de estar construida em zona altamente sismica, não houve vítimas.
  • Ana Rita
    01 fev, 2017 Castelo Branco 17:56
    Ainda bem que o Partido Ecologista Os Verdes tem lutado. Obrigada pela Luta em Sayago, em Aldeavila e agora em Almaraz. Se bem me recordo foi em 1984 a primeira ação deles. É bom ver que no meio de tantos há luta e preocupação!
  • Floribela
    13 jan, 2017 Setubal 14:35
    Portanto há 37 anos atrás que a central começou a funcionar (primeiro reactor em 1981 e o segundo em 83), nunca nenhum Partido e/ou Governo se preocupou se estava a funcionar correctamente, se cumpria os padrões de segurança, se havia acidentes (no ano passado foram mais de 40 com o Tejo ali ao lado), etc.E agora querem milagres? A UE não respondeu correctamente... isto de "entendam-se que temos mais que fazer", não é bem assim! Obviamente que a UE tem mais com que se preocupar... para a semana discussão final sobre a saída da Inglaterra do Euro, Eleições à porta na Alemanha, a falência já declarada da Itália com o empréstimo urgente já decido pelo BCE, o controlo e super visão dos refugiados, a questão dos terroristas... realmente, o que interessa uma "possível" catástrofe nuclear na Península Ibérica?! A UE se calhar nem tem quem fiscalize os alvarás de Segurança (sabemos que já ultrapassou o prazo)... coitados! Mas pode acontecer o pior hoje ou amanhã, quiçá daqui a vinte anos. E depois?
  • Abaixo a Central
    05 jan, 2017 Lisboa 13:01
    CRIMINOSOS -----SE ELEGEMOS OS GOVERNOS ELES TAMBÉM TÊM RESPONSABILIDADE NESTE CASO. O que fez o PSD ? Se Bruxelas se calar a UE não serve para nada. Andam os governantes com abraços para quem de amigos nada têm Pelo que se vê são apenas fantochadas.
  • Luis
    16 out, 2016 Lisboa 23:36
    Se alguém se atreve-se a colocar a hipótese de construção de uma C. Nuclear em Portugal era logo diabolizado pelos "velhos do Restelo", assim com uma "Bomba Atómica" praticamente cá dentro, andam todos calados.
  • Vitor Neves
    27 set, 2016 Porto 16:56
    Bastante pior e mais nocivo é uma central como a de Sines ou uma refinaria como a de Matosinhos. A água usada para arrefecimento não contamina o rio nem constitui nenhum problema. A energia nuclear continua a ser barata e segura (quer se queira ou não) ou alguém quer provar o contrário? Centrais nucleares europeias são perto de 200 (francesas são 60 e espanholas são 8) e nada se compara a Chernobyl. E se uma barragem explodisse?
  • carlos
    11 ago, 2016 lisboa 13:34
    Se desse votos aos políticos, já estava feito. Questões de inconsciência e incompetência. Porque não fazem uma bem próxima à Asamblea de Madrid???