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Livreiros com expectativas altas para Feira do Livro do Porto

24 ago, 2023 - 08:07 • Lusa

Abertura na sexta-feira. Fica até 10 de setembro

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Foto: Estela Silva/Lusa
Foto: Estela Silva/Lusa

Livreiros, editores e alfarrabistas estão confiantes no sucesso comercial da edição de 2023 da Feira do Livro do Porto, que arranca sexta-feira, antecipando, apesar da crise, um número de visitantes e de vendas idêntico ao ano passado.

Antes da abertura oficial de portas, a tranquilidade do Palácio Cristal foi substituída pelo ruído dos livros que, pouco a pouco, começam a povoar as prateleiras dos 130 balcões que quiseram marcar presença na Feira do Livro do Porto.

Entre os livreiros, editores e alfarrabistas com que a Lusa chegou à conversa, imperava a confiança de que, este ano, a crise, a inflação e outras preocupações de ordem financeira não vão ter impacto nas vendas, que devem manter-se em linha com as receitas conseguidas na edição anterior.

“As expectativas são sempre altas para o Porto. Na realidade, nas feiras, nós não temos notado esse decréscimo. Aliás, com a pandemia, aquilo que aconteceu é que as vendas aumentaram”, disse Duarte Pereira, da Livraria Snob.

O livreiro afirmou até, que durante estes eventos, parece surgir um novo tipo de leitor que aproveita a feira não só pelos descontos, mas também para ficar a conhecer “toda a diversidade de publicações em Portugal”, mas não só, como revela a presença de editores espanhóis, franceses e brasileiros na edição de 2023.

Neste contexto, este ano, o livreiro trouxe uma seleção de livros em inglês e ucraniano, procurando responder a novos públicos.

Também para Cátia Monteiro, da Livraria Flâneur, a expectativa é a de manter as vendas, em linhas com os últimos anos que “têm corrido muito bem”.

“Não acredito que vão superar os números de 2022. Tendo em conta este último ano, parece-nos difícil que os resultados sejam melhores que o de anos anteriores. Espero que, pelo menos, que sejam tão bons como 2022”, acrescentou.

Uma opinião partilhada por Francisco Melo, da Editora Book Cover, que antecipa uma boa adesão dos leitores. Para o responsável pela edição de clássicos da literatura portuguesa e estrangeira, o bom tempo que se antecipa e o espaço onde o evento se realiza são sempre fatores de atração adicionais, o que o faz acreditar que as vendas deverão ser idênticas às registadas em 2022.

Fernando Pais Moreira, proprietário do alfarrabista Angels Formula, também não espera que 2023 traga surpresas. Com um preço médio de cinco euros por livro, a sua banca, garante, costuma ter sempre procura, precisamente porque fica mais em conta que adquirir um livro novo.

Há livros para todos os gostos, diz, e de várias épocas, assim tal como os clientes.

Nesta edição, como de costume, Fernando espera receber a visita de um senhor de quase 90 anos, que apesar de ter mais de 250 mil livros, todos anos regressa ao Palácio de Cristal para fazer crescer a sua coleção.

Do lado dos alfarrabistas, nem todos estão otimistas. Algumas portas ao lado, Isabel Costa, do Alfarrabista.eu, admite estar receosa com a edição deste ano, por conta das preocupações e encargos financeiros acrescidos que a maioria dos portugueses se confrontou este ano.

Ainda assim, para a feira, trouxe também raridades, que podem atingir os 600 euros.

A Feira do Livro do Porto regressa aos Jardins do Palácio de Cristal a partir de sexta-feira, com uma programação que inclui mais de 110 atividades – entre conversas, concertos, sessões de cinema ou atividade infanto-juvenis, celebrando o escritor e jornalista Manuel António Pina.

Até 10 de setembro, 108 editoras, livreiros e alfarrabistas distribuídos por 130 pavilhões renovados, povoam a Avenida da Tílias, num investimento de cerca de 650 mil euros. Na edição de 2022, foram registados mais de 155 mil visitantes.

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  • Figueiredo
    29 ago, 2023 Porto 13:40
    Não faz qualquer sentido atribuir uma placa comemorativa com o nome do dr. Manuel Pina, um escritor medíocre que nada diz aos Portuenses nem à Cidade do Porto. É inadmissível que um espaço público como os Jardins do Palácio de Cristal esteja a ser utilizado indevidamente para colocar placas com o nome de cidadãos, simplesmente por capricho, ainda para mais quando os mesmos foram e são irrelevantes, com excepção de Júlio Dinis e Vasco Graça Moura, com o primeiro a ter já um digno monumento em sua homenagem da autoria de João da Silva e o segundo uma sala com o seu nome no Centro de Estudos da Cultura em Portugal da Universidade do Porto “Casa dos Livros” onde se encontra o seu importante acervo documental, sendo desprestigiante ver os nomes destas duas personalidades importantes para a Cidade Invicta e os Portuenses, associados a duas placas de mau gosto e parolas. Esta mediocridade, cultura do cancelamento, assim como a deturpação e ocultação da Identidade Portuense, da História do Porto, e das verdadeiras e notáveis personalidades que delas fazem parte, levada a cabo pelo Executivo liberal/maçónico do «Porto, o Nosso Partido/Porto, o Nosso Movimento/Aqui Há Porto» têm de ser expostas e terminar de uma vez por todas.

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