Emissão Renascença | Ouvir Online
A+ / A-

Festival Músicas do Mundo arranca este sábado

21 jul, 2023 - 20:36 • Redação com Lusa

O Festival que se realiza em Porto Covo e Sines quer continuar a ser “um porto” para artistas mais e menos conhecidos do público.

A+ / A-

A 23.ª edição do Festival Músicas do Mundo (FMM) arranca este sábado. Decorre até 29 de julho, em Porto Covo e Sines, e inclui 42 concertos de artistas oriundos de 27 países diferentes.

Carlos Seixas, diretor artístico, destaca a programação da edição deste ano. De acordo com o diretor artístico, o objetivo é combinar nomes conhecidos, estreantes e “dar palco” a “artistas de várias geografias que têm dificuldade em mostrar aquilo que fazem”.

Entre os artistas já com uma carreira conhecida, mas que nunca estiveram no FMM, Carlos Seixas destaca a portuguesa Carminho, Lila Downs (México), The Selecter (Reino Unido), Nneka (Nigéria) e Rodrigo Cuevas (Espanha), entre outros.

Chico César (Brasil), Tinariwen (Povo Tuaregue/Mali) e Al Quasar feat. Al Sarah (França/Arménia/Líbano/Sudão) estão entre alguns dos repetentes.

Entre os nomes da música portuguesa, além de Carminho, estão a banda Expresso Transatlântico (responsáveis pela abertura, neste sábado, às 21h30, no Largo Marquês de Pombal, em Porto Covo), Tó Trips Trio, A Garota Não, Maria João e Carlos Bica Quarteto, B Fachada, Rita Braga, Rita Vian e Raia.

Entre os países de língua oficial portuguesa está o Brasil (com Céu, Chico César, Gilsons e ainda, num concerto especial, a Orquestra Maré do Amanhã) e Guiné-Bissau (Eneida Marta, Super Mama Djombo e Tabanka Djaz) que têm as maiores delegações.

Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe também marcam presença nesta edição, respetivamente com Tubarões, Ghorwane e África Negra.

Assumindo a “exigência de tentar fazer melhor do que nos anos anteriores”, Carlos Seixas, programador do festival desde a primeira hora, destaca a importância de “alargar audiências para géneros musicais e artísticos alternativos, que são, infelizmente,” vistos como “periféricos” e “menorizados” pela indústria convencional.

O facto de ser a Câmara Municipal de Sines a organizar e financiar o festival (que conta também com outros patrocínios), faz do FMM um caso “extraordinário” na Europa, onde “o serviço público está cada vez mais em perigo e as coisas são feitas dentro de uma perspetiva do entretenimento e não daquilo que é a coisa cultural”, comenta Carlos Seixas.

Além disso, Carlos Seixas recorda que o FMM “não é só concertos”, referindo as iniciativas paralelas, que pretendem continuar a ser um “agregador e motor da produção de pensamento e da descoberta cultural”.

Em 2017, o FMM recebeu o EFFE Award, atribuído pela European Festivals Association, por ser um “dos mais influentes festivais europeus”.

O preço dos bilhetes individuais custam entre 15 e 20 euros, enquanto o passe geral para os quatro dias custa 60 euros. Os ingressos podem ser adquiridos na BOL (bilheteira online) ou presencialmente, no Centro de Artes de Sines.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+