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Kevin Spacey tem de pagar 30,3 milhões à produtora de "House of Cards"

05 ago, 2022 - 08:33 • Lusa

Juiz considera que o alegado comportamento do ator de 62 anos, visado em vários casos de agressão sexual e comportamento inapropriado, violou os termos do contrato de trabalho.

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Kevin Spacey terá que pagar quase 31 milhões de dólares (30,3 milhões de euros) à produtora da série "House of Cards", da qual foi despedido após acusações de crimes sexuais.

Na quinta-feira, o juiz Mel Red Recana, do tribunal de recurso de Los Angeles, deu razão à produtora MRC, confirmando que Spacey deve pagar danos e custos de litígio, considerando que o alegado comportamento do ator de 62 anos violou os termos do contrato de trabalho.

Os advogados de Spacey tinham pedido a rejeição das conclusões de uma mediação de 2020, alegando que o responsável pela mesma tinha excedido as suas competências ao aceitar certas provas, pedido indeferido por Recana.

A mediação determinou que o ator deveria compensar as perdas e custos relacionados com as mudanças na sexta temporada de "House of Cards", uma série da plataforma Netflix sobre intrigas políticas em Washington.

Em 2017, Spacey foi visado em vários casos de agressão sexual e comportamento inapropriado em 2017, numa polémica que desencadeou denúncias com outras figuras do entretenimento e esteve na origem do movimento #MeToo.

Até então uma figura respeitada do cinema norte-americano e do teatro britânico, o ator acabou despedido da "House of Cards", onde interpretava o político sem escrúpulos Frank Underwood, e retirado do filme "Todo o dinheiro do mundo", de Ridley Scott, com todas as cenas onde entrou a serem regravadas por Christopher Plummer.

O vencedor de dois Óscares enfrenta também acusações no Reino Unido de cinco crimes sexuais cometidos sobre três homens, entre os 30 e os 40 anos, entre 2005 e 2013.

Em 14 de julho, Spacey declarou-se inocente das acusações, num tribunal em Londres, num processo cujo julgamento foi marcado para 6 de junho de 2023.

O ator tinha sido formalmente acusado a 13 de junho e ficou em liberdade, porque a Justiça considerou não haver risco de fuga, uma vez que colaborou com a polícia e na investigação.

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